De fato, a decisão dos controladores de voo no Centro Espacial Johnson, em Houston, surpreendeu positivamente. A queima corretiva, conhecida como correção de trajetória de saída, seria a primeira de três ignições menores planejadas. Contudo, a telemetria confirmou que a Orion voa exatamente na rota programada após a injeção translunar realizada no dia anterior.
Falha no hélio não compromete a missão Artemis 2
Apesar do otimismo com a trajetória, Howard Hu, gerente do programa Orion, revelou em coletiva de imprensa uma falha no sistema de pressurização de hélio do módulo de serviço. Esse componente integra o sistema de propulsão da espaçonave. Por outro lado, Hu garantiu que o sistema reserva foi acionado imediatamente, eliminando riscos à segurança da tripulação neste momento.
Nesse sentido, a NASA mantém outras duas correções de trajetória no cronograma. Caso ajustes adicionais sejam necessários, eles poderão ser incorporados em queimas subsequentes, preservando a flexibilidade operacional da missão.
Tripulação treina ressuscitação cardiopulmonar no espaço
Sem a pressão da manobra cancelada, o comandante Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, junto com os astronautas Victor Glover e Christina Koch, demonstraram procedimentos de RCP em microgravidade. Além disso, Glover e Reid Wiseman testaram equipamentos médicos essenciais, incluindo termômetro, monitor de pressão arterial, estetoscópio e otoscópio.
Consequentemente, a NASA agora possui dados valiosos sobre o funcionamento desses instrumentos fora da gravidade terrestre. Primeiramente, essa verificação garante que a tripulação esteja preparada para qualquer emergência médica durante os próximos dias da viagem.
Comunicações de emergência são testadas com sucesso
Na segunda metade do dia, Koch dedicou-se a testar o sistema de comunicações de emergência da Orion com a Rede de Espaço Profundo da NASA. Ou seja, a atividade simulou cenários críticos nos quais os sistemas principais falhassem, confirmando que a tripulação consegue manter contato com a Terra mesmo em situações extremas.
Certamente, um dos momentos mais emocionantes do terceiro dia foi o contato dos astronautas com suas famílias. Além disso, a equipe conversou com jornalistas, compartilhando suas primeiras impressões sobre a visão da Terra à distância.
Orion atravessa a magnetocauda rumo à passagem lunar
Finalmente, toda a tripulação ensaiou os procedimentos científicos programados para o sexto dia de missão, quando a Orion estará mais próxima da Lua. O treino incluiu posicionamento, registro de dados e preparação para experimentos durante a passagem lunar.
Assim sendo, com a injeção translunar concluída, a espaçonave agora atravessa a magnetocauda terrestre — extensão do campo magnético do planeta que se prolonga por milhões de quilômetros, moldada pela pressão do vento solar. Sem dúvida, cada hora aproxima a Artemis 2 do encontro histórico com a Lua, reafirmando que o programa lunar da NASA avança com precisão impressionante.
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