Doces vencidos em escola: como isso passou despercebido?

Primeiramente, uma celebração escolar que deveria ser motivo de alegria transformou-se em pesadelo para famílias de Sooretama, no Espírito Santo. Crianças passaram mal após consumirem guloseimas distribuídas durante uma festa do Dia das Crianças, em outubro de 2025. De fato, a investigação revelou que os produtos estavam com prazo de validade expirado.

Consequentemente, a Polícia Civil do Espírito Santo abriu inquérito para apurar as circunstâncias do caso. Após meses de diligências, a responsável pela unidade escolar municipal, uma mulher de 51 anos, foi formalmente indiciada pelos crimes cometidos.

Investigação aponta compra irregular de alimentos

De acordo com o delegado Eudson Ferreira Bento, titular da Delegacia de Sooretama, a gestora adquiriu os doces de maneira informal. Ou seja, utilizou recursos provenientes de festas escolares e contribuições diversas para comprar guloseimas, inclusive de vendedores ambulantes. Além disso, parte dos produtos apresentava etiquetas sobrepostas que ocultavam a data real de validade.

Crianças adoeceram após consumir os produtos

Nesse sentido, diversas crianças apresentaram sintomas de mal-estar logo após ingerirem os alimentos contaminados. A investigação ouviu funcionários da escola, familiares das vítimas e outros envolvidos. Dessa forma, ficou comprovado que a diretora foi a única responsável pela aquisição e distribuição dos produtos nocivos à saúde dos estudantes.

Indiciada já possuía antecedentes criminais

Por outro lado, o inquérito também trouxe à tona informações sobre o passado da investigada. Certamente, um dado que chamou atenção foi o registro de prisão anterior, ocorrida em 2010, pelo crime de estelionato. Assim sendo, o histórico reforça um padrão de conduta questionável por parte da gestora escolar.

Pena pode chegar a oito anos de reclusão

Finalmente, a diretora responde por corromper e alterar produto alimentício destinado ao consumo, tornando-o prejudicial à saúde. A legislação brasileira prevê pena de quatro a oito anos de reclusão, além de multa. Portanto, caso seja condenada, enfrentará consequências severas. O inquérito já foi encaminhado ao Poder Judiciário, e sem dúvida a comunidade escolar aguarda uma resposta à altura da gravidade dos fatos. Até o momento, a investigada permanece em liberdade.

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