Festival de Cinema de Vitória 2024: os premiados da 31ª edição

Imagem de divulgação do 31º Festival de Cinema de Vitória, edição em que foram entregues os Troféus Vitória

Esta é a relação de vencedores do Festival de Cinema de Vitória 2024. A 31ª edição já terminou: os Troféus Vitória foram anunciados na noite de quinta-feira (25), em julho de 2024, e o que segue é registro de resultado, não programação em cartaz. Quem chega hoje a esta página encontra a lista fechada de quem levou cada prêmio, quanto valeu o prêmio em dinheiro e o que o material oficial deixou de informar sobre a próxima edição.

Ao longo da mostra foram exibidos 78 filmes escolhidos pela Comissão de Seleção — 73 curtas e cinco longas-metragens — divididos em 12 mostras competitivas, com produções feitas entre 2023 e 2024. A edição estreou uma categoria: o Prêmio da Crítica, entregue pela primeira vez. Também saíram o Prêmio Extra Sesc Glória e o Prêmio Like.

O capixaba Presença levou quatro troféus na mostra de longas

Na 14ª Mostra Competitiva Nacional de Longas, dois filmes concentraram os prêmios. Presença, produção capixaba dirigida por Erly Vieira Jr, venceu como Melhor Filme nas duas votações — a do Júri Técnico e a do Júri Popular — e ainda ficou com Melhor Roteiro e Melhor Contribuição Artística, ambos creditados ao próprio diretor.

O cearense Quando eu me encontrar, de Amanda Pontes e Michelline Helena, ficou com Melhor Direção, Melhor Fotografia e Melhor Interpretação, esta última para Pipa. A mesma dupla de diretoras voltaria a vencer no fim da noite, na categoria criada nesta edição.

Houve ainda duas menções honrosas entre os longas: uma para Não existe almoço grátis, de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, e outra, ligada ao Prêmio Especial do Júri, para Graciela Guarani e Alice Gouveia, diretoras do filme Sekhdese.

O Júri Técnico dessa mostra foi formado pela diretora Gabriela Gastal, pela atriz e diretora Marcélia Cartaxo e pela diretora e roteirista Sabrina Fidalgo.

Nos curtas, dois filmes dividiram os prêmios principais

A 28ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas separou as duas votações. Samuel foi trabalhar, de Janderson Felipe e Lucas Litrento, venceu pelo Júri Técnico e também levou Melhor Roteiro. Zagêro, de Victor Di Marco e Márcio Picoli, venceu pelo Júri Popular e ainda ganhou Melhor Interpretação, para Victor Di Marco.

Melhor Direção foi para Vão das Almas, de Edileuza Penha de Souza e Santiago Dellape. Melhor Fotografia ficou com Quinze Quase Dezesseis, de Thais Fujinaga. Melhor Contribuição Artística foi para Pássaro Memória, de Leonardo Martinelli. E o Prêmio Especial do Júri saiu para Se eu tô aqui é por mistério, de Clari Ribeiro.

O Júri Técnico dos curtas teve o pesquisador de cinema e audiovisual Gilberto Sobrinho, o ator, roteirista e diretor Heraldo de Deus e a diretora e roteirista Safira Moreira.

O Prêmio da Crítica estreou com 16 jornalistas votando

A novidade da edição foi o Prêmio da Crítica. O júri reuniu 16 jornalistas e críticos de cinema que acompanharam a cobertura do festival e escolheu dois vencedores: o Melhor Filme da mostra de curtas e o Melhor Filme da mostra de longas.

Entre os curtas, o escolhido foi Vollúpya, de Éri Sarmet e Jocimar Dias Júnior. Entre os longas, Quando eu me encontrar, de Amanda Pontes e Michelline Helena — que assim terminou a noite com prêmio do Júri Técnico, do Júri Popular em outras categorias e também da imprensa especializada.

Votaram Ana Paula Barbosa, Ana Pessoa, Anne Braune, Barbara Demerov, Bruno Carmelo, Diego Olivares, Fred Maia, Ismaelino Pinto, Janda Montenegro, Liliana Bernartt, Luiz Carlos Merten, Luiz Zanin, Maria do Rosário Caetano, Neusa Barbosa, Sé Souza e Vitor Búrigo.

Os dois prêmios que valem dinheiro e sala de cinema

Além dos troféus, dois prêmios têm efeito prático além da noite de premiação, e os dois foram para o mesmo filme.

O Prêmio Extra Sesc Glória não é um valor em dinheiro: é o licenciamento para exibição do longa vencedor do Júri Técnico por dois anos nas salas de cinema do Centro Cultural Sesc Glória. Na prática, o filme fica autorizado a ser exibido ali durante esse período. Coube a Presença, de Erly Vieira Jr.

O Prêmio Like foi para o mesmo Presença e consiste em apoio no valor de R$ 50.000,00 em veiculação de mídia no canal. É o único valor em reais que o material oficial informa — não há divulgação de quanto custou o festival, de quanto cada patrocinador aportou nem de premiação em dinheiro para as demais categorias.

Quem pagou a conta: patrocínio e leis de incentivo

Por transparência, e porque o financiamento de um festival explica parte do que ele consegue exibir, vale registrar de uma vez quem bancou a 31ª edição, conforme o próprio material oficial.

O patrocínio master foi do Instituto Cultural Vale e da Petrobras, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura. Houve ainda patrocínio da ArcelorMittal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba, da Secretaria da Cultura (Secult). O apoio foi da Rede Gazeta, do Canal Brasil, do Canal Like, do Sesc Glória, da Carla Buaiz Joias e da TVE Espírito Santo. A realização coube à Galpão Produções e ao Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA).

O material cita os dois mecanismos de incentivo pelo nome, mas não explica como cada um funciona nem informa quanto foi captado por meio deles. Também não há qualquer voz crítica ou avaliação independente no texto oficial: é um comunicado de resultado, e a ausência de contraponto nele não significa que não exista.

O que o material oficial não informa

Esta é a parte que o comunicado não cobre, e é o que mais importa para quem chega a esta página depois do festival encerrado:

  • Quando é a próxima edição. O material não traz data, período nem cidade-sede da edição seguinte.
  • Quando abre a próxima seleção de filmes. Não há prazo de inscrição, edital, regulamento nem link para regulamento.
  • Onde acompanhar. O comunicado não divulga site oficial, endereço de inscrição, e-mail de contato do festival nem perfil em rede social. Quem quiser inscrever um filme ou saber da próxima edição não encontra o caminho no texto de origem — e endereço nenhum será inventado aqui.
  • Se o festival é anual. A numeração das edições e das mostras sugere sequência contínua, mas o material não declara periodicidade em nenhum momento.
  • Como o Júri Popular foi apurado. O comunicado nomeia integrante por integrante o Júri Técnico de cada uma das duas mostras nacionais, mas não diz como se votou no Júri Popular, quem podia votar nem quantos votaram.
  • O que é Menção Honrosa. O termo aparece em várias mostras sem que o material defina o que ele garante ao contemplado.
  • Quando começa e quando termina o licenciamento. O prêmio do Sesc Glória vale por dois anos, mas o material não informa a data de início nem a de término da vigência — logo, não dá para afirmar por aqui se o período ainda corre.
  • Onde assistir aos filmes premiados. Fora a menção às salas do Centro Cultural Sesc Glória para o longa vencedor, não há informação sobre exibição, streaming ou circuito posterior de nenhum dos títulos.

Divergências dentro do próprio comunicado

O texto de origem apresenta o mesmo dado de duas formas em vários pontos. Nenhuma delas foi corrigida aqui, porque a correção passaria a ser afirmação nossa — ficam registradas como estão:

  • Créditos de fotografia. No texto corrido, o Troféu de Melhor Fotografia dos curtas aparece atribuído ao filme Quinze Quase Dezesseis, de Thais Fujinaga; na relação final de premiados, o mesmo prêmio é creditado a André Luiz de Luiz, por aquele filme. O mesmo acontece nos longas: o corrido credita a fotografia a Quando eu me encontrar, e a relação nomeia Victor de Melo.
  • Grafias que mudam de um trecho para o outro. Zagêro e Zâgero; Victor de Marco e Victor Di Marco; Edileuza e Edileusa Penha de Souza; Erly Vieira Jr e Erly Vieria Jr. Prevalece aqui a forma que o comunicado usa com mais frequência, e as variantes ficam registradas neste bloco.
  • O prêmio do Sesc tem dois nomes. Na abertura ele é chamado de Prêmio Licenciamento do Sesc; no corpo e na relação final, de Prêmio Extra Sesc Glória.
  • Um filme em duas linhas da mesma mostra. Na 11ª Mostra Outros Olhares, Macaléia, de Rejane Zilles, aparece como Melhor Filme pelo Júri Popular e também como Menção Honrosa. O material não explica se são dois reconhecimentos ou repetição.
  • A contagem de mostras. O comunicado declara 12 mostras competitivas. Na relação de premiados, o 24º Festivalzinho de Cinema de Vitória aparece separado das demais, e o material não esclarece se ele entra nessa contagem.
  • O Festivalzinho sem ano. O comunicado informa que o 24º Festivalzinho ocorreu de 24 a 28 de junho, com os curtas exibidos ali concorrendo ao Troféu Vitória pelo Júri Popular, mas não repete o ano.

Festival de Cinema de Vitória 2024: a lista completa de premiados

Segue a relação integral, mostra por mostra, na forma em que foi divulgada. Esta parte é dado de consulta e por isso reproduz nomes de filmes, de pessoas e de categorias exatamente como foram registrados.

28ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE CURTAS

  • Melhor Filme (Júri Técnico) — Samuel foi trabalhar, de Janderson Felipe e Lucas Litrento
  • Melhor Filme (Júri Popular) — Zâgero, de Victor Di Marco e Márcio Picoli
  • Melhor Direção — Edileusa Penha de Souza e Santiago Dellape, por Vão das Almas
  • Melhor Roteiro — Janderson Felipe e Lucas Litrento, por Samuel foi trabalhar
  • Melhor Fotografia — André Luiz de Luiz, por Quinze Quase Dezesseis, de Thais Fujinaga
  • Melhor Contribuição Artística — Pássaro memória, de Leonardo Martinelli
  • Melhor Interpretação — Victor Di Marco, por Zagêro
  • Prêmio Especial do Júri — Se eu tô aqui é por mistério, de Clari Ribeiro

14ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE LONGAS

  • Melhor Filme (Júri Técnico) — Presença, de Erly Vieira Jr
  • Melhor Filme (Júri Popular) — Presença, de Erly Vieira Jr
  • Melhor Direção — Amanda Pontes e Michelline Helena, por Quando eu me encontrar
  • Melhor Roteiro — Erly Vieira Jr, por Presença
  • Melhor Fotografia — Victor de Melo, por Quando eu me encontrar
  • Melhor Contribuição Artística — Erly Vieira Jr, por Presença
  • Melhor Interpretação — Pipa, por Quando eu me encontrar, de Amanda Pontes e Michelline Helena
  • Menção Honrosa — Não existe almoço grátis, de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel
  • Menção Honrosa (Prêmio Especial do Júri) — Graciela Guarani e Alice Gouveia, diretoras do filme Sekhdese

14ª MOSTRA QUATRO ESTAÇÕES

  • Melhor Filme (Júri Técnico) — Pirenopolynda, de Izzi Vitório, Bruno Victor e Tita Maravilha
  • Melhor Filme (Júri Popular) — Ficção suburbana, de Rossandra Leone
  • Menção Honrosa — Quando você vem me visitar, de Henrique Arruda

13ª MOSTRA FOCO CAPIXABA

  • Melhor Filme (Júri Técnico) — O T-Rex e a pedra lascada, de Luã Ériclis
  • Melhor Filme (Júri Popular) — Fala, vô!, de Felipe Risallah
  • Menção Honrosa — Antônio Rodrigues, ator do filme O Caboclo Sapê, de Ricardo Sá

13ª MOSTRA CORSÁRIA

  • Melhor Filme (Júri Técnico) — Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta
  • Melhor Filme (Júri Popular) — Prólogo, de Natália Dornelas
  • Menção Honrosa — Yãmî Yah-Pá | Fim da Noite, de Vladimir Seixas

11ª MOSTRA OUTROS OLHARES

  • Melhor Filme (Júri Técnico) — Canto das Areias, de Maíra Tristão
  • Melhor Filme (Júri Popular) — Macaléia, de Rejane Zilles
  • Menção Honrosa — Macaléia, de Rejane Zilles

9ª MOSTRA MULHERES NO CINEMA

  • Melhor Filme (Júri Técnico e Júri Popular) — A Velhice ilumina o Vento, de Juliana Segóvia

9ª MOSTRA CINEMA E NEGRITUDE

  • Melhor Filme (Júri Técnico) — O Lado de Fora Fica Aqui Dentro, de Larissa Barbos
  • Melhor Filme (Júri Popular) — Pedagogias da Navalha | Se a Palavra é um Feitiço, Minha Língua é uma Encruzilhada, de Colle Christine, Alma Flora e Tiana Santos
  • Menção Honrosa — Baobab, de Bea Gerolin

8ª MOSTRA NACIONAL DE VIDEOCLIPES

  • Melhor Filme (Júri Técnico) — Meredith Monk / Mete Dance, de Mooluscos
  • Melhor Filme (Júri Popular) — Água salgada, de Wyucler Rodrigues
  • Menção Honrosa — Boca do cais, de Luna Colazante

7ª MOSTRA NACIONAL DE CINEMA AMBIENTAL

  • Melhor Filme (Júri Técnico) — Bauxita, de Thamara Pereira
  • Melhor Filme (Júri Popular) — Elizabeth, de Alceu Luís Castilho, Luís Indriunas e Vanessa Nicolav
  • Menção Honrosa — Antes que o porto venha, de Isabela Narde

6ª MOSTRA DO OUTRO LADO – CINEMA FANTÁSTICO

  • Melhor Filme (Júri Técnico e Júri Popular) — Curacanga, de Mateus Di Mambro

24º FESTIVALZINHO DE CINEMA DE VITÓRIA

  • Melhor Filme (Júri Popular) — Sacis, de Bruno Brennec

PRÊMIO DA CRÍTICA

  • Melhor Longa-metragem — Quando Eu Me Encontrar, de Amanda Pontes e Michelline Helena
  • Melhor Curta-metragem — Vollúpya, de Jocimar Dias Jr e Éri Sarmet

PRÊMIO EXTRA SESC GLÓRIA

  • Presença, de Erly Vieira Jr

PRÊMIO LIKE

  • Presença, de Erly Vieira Jr

O que fica da 31ª edição do Festival de Cinema de Vitória

Passado o encerramento, o que sobrevive de uma premiação é a lista acima e o efeito prático de dois prêmios. O longa capixaba Presença saiu da noite com quatro troféus, o licenciamento para as salas do Centro Cultural Sesc Glória e os R$ 50.000,00 em veiculação de mídia — foi, isoladamente, o filme mais premiado da edição, e é produção capixaba, exibida numa competição de alcance nacional.

Para o leitor que procura o festival hoje, a informação mais útil é justamente a que falta: o material oficial da 31ª edição não abre caminho para a próxima. Não há data, não há edital, não há endereço de inscrição e não há canal de acompanhamento no texto divulgado. Quem quiser inscrever um filme ou assistir à edição seguinte precisa buscar essa informação em comunicado posterior — e esta página não vai apontar um endereço que a fonte não forneceu.

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