Primeiramente, imagine uma força-tarefa capaz de causar meio bilhão de reais em prejuízo a organizações criminosas em apenas dezoito meses. Essa é a realidade da Operação Catrimani II, ofensiva que vem sufocando financeiramente as redes ilegais de mineração dentro do maior território indígena do Brasil.
De fato, a ação integrada reúne Marinha, Exército, Força Aérea, Polícia Rodoviária Federal, Funai e Censipam. Consequentemente, essa articulação com a Casa de Governo de Roraima transformou a região — maior que Portugal — em território hostil para criminosos ambientais.
Números Que Revelam a Escala da Ofensiva
Os dados operacionais surpreendem pela intensidade. Dessa forma, as equipes realizaram 7.445 ações táticas e ultrapassaram 40 mil abordagens no período. Além disso, foram inutilizadas 41 aeronaves clandestinas, 368 embarcações e 3.560 máquinas utilizadas na extração ilegal de ouro.
Nesse sentido, a destruição de 62 pistas de pouso irregulares cortou rotas aéreas vitais para o garimpo ilegal. Por outro lado, o desmonte de 677 acampamentos e a apreensão de 154 armas de fogo enfraqueceram a logística criminosa na Terra Indígena Yanomami.
Veneno Retirado: 231 Quilos de Mercúrio Apreendidos
Certamente, um dos resultados mais relevantes envolve a remoção de 231,4 quilos de mercúrio da floresta amazônica. Essa substância tóxica contamina rios e compromete gravemente a saúde das comunidades indígenas. Foram recolhidos ainda 160,1 quilos de cassiterita e 22 antenas de comunicação utilizadas pelos garimpeiros.
Solidariedade Onde a Repressão Não Basta
Em contraste com a vertente repressiva, a missão também entrega assistência humanitária. Assim sendo, militares transportam equipamentos médicos, perfuratrizes para poços artesianos e kits de energia solar. Sem dúvida, evacuações aeromédicas e atendimentos odontológicos salvam vidas diariamente nessa região remota.
Por exemplo, na primeira fase, 374 militares distribuíram 15 mil cestas alimentares a 236 comunidades. Isto é, percorreram distância equivalente a dezessete voltas ao redor da Terra para alcançar os cerca de 27 mil Yanomami.
Portanto, a Operação Catrimani II prova que proteger a Terra Indígena Yanomami exige tanto estratégia militar quanto compromisso humanitário. Finalmente, o garimpo ilegal encontra resistência à altura de sua destruição.
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