Primeiramente, é preciso reconhecer que a medicina integrativa revolucionou a forma como cuidamos dos animais de companhia. De fato, entre as técnicas que mais crescem na rotina clínica veterinária, a ozonioterapia se destaca por sua versatilidade e resultados expressivos.
Desde 2020, o método possui regulamentação pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, por meio da Resolução nº 1.364. Além disso, a Lei nº 14.648/2023 oficializou a prática em todo o território nacional para profissionais da saúde, incluindo veterinários.
Como funciona o tratamento com ozônio medicinal
Em outras palavras, a técnica consiste na aplicação controlada de uma mistura de ozônio e oxigênio no organismo animal. Consequentemente, essa combinação desencadeia reações de oxidação que estimulam a produção natural de antioxidantes. Dessa forma, o corpo do pet ativa mecanismos próprios de defesa e regeneração celular.
Principais indicações clínicas em cães e gatos
Segundo a médica-veterinária Karina T. Prado, especialista em fisioterapia de pequenos animais, o método atende demandas variadas. Por exemplo, problemas articulares, doenças neurológicas, condições dermatológicas e enfermidades crônicas sistêmicas respondem positivamente ao tratamento. Nesse sentido, a profissional utiliza a ozonioterapia associada à acupuntura em casos onde medicamentos convencionais não alcançaram resultados satisfatórios.
Cinco efeitos comprovados no organismo animal
Certamente, os resultados justificam a popularidade crescente. O ozônio medicinal promove: ação anti-inflamatória potente, estímulo à cicatrização tecidual, combate a microrganismos patogênicos, melhora da oxigenação celular e fortalecimento imunológico. Assim sendo, quadros de dor crônica e feridas de difícil cicatrização encontram nessa técnica um aliado poderoso.
Formas de aplicação e restrições importantes
Por outro lado, existem diversas vias de administração, como insuflação retal, bagging, cupping e hemoterapia. O óleo ozonizado, sem dúvida, é um dos recursos mais empregados em lesões cutâneas. Portanto, cada protocolo depende de avaliação veterinária individualizada.
Finalmente, vale ressaltar que nem todos os pets podem receber o tratamento. Animais com anemias severas ou endocrinopatias descompensadas possuem contraindicação formal. Isto é, a segurança do paciente sempre prevalece sobre qualquer protocolo terapêutico.
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