Seleção complementar do serviço militar feminino começa dia 12

As brasileiras que se voluntariaram ao Serviço Militar Feminino 2025 entram na etapa decisiva do processo: a Seleção Complementar começa em 12 de janeiro e segue até 20 de fevereiro, em todo o território nacional. Nessa fase, as convocadas passam por exames clínicos, entrevista, avaliação de aptidão física e análise de atributos técnicos, a triagem que antecede a incorporação. Estão em disputa 1.467 vagas, distribuídas por 51 municípios de 13 estados e do Distrito Federal. Não há nova inscrição nesta etapa: participa quem já havia se voluntariado e foi chamada.

Foi a primeira vez que Marinha, Exército e Força Aérea conduziram juntas um processo seletivo para o ingresso feminino nas fileiras militares. Cerca de 34 mil mulheres se inscreveram como voluntárias, enquanto o alistamento masculino, que é obrigatório, registrou mais de um milhão de jovens.

O que é a Seleção Complementar e quem foi convocada

A Seleção Complementar é a etapa em que cada Força confirma, candidata por candidata, se a voluntária reúne as condições de saúde, físicas e técnicas exigidas para servir. Ela não abre novas vagas nem repete a fase anterior: chega até aqui quem se inscreveu na etapa geral e foi convocada. A data e o local de comparecimento constam da convocação individual.

A fase geral correu meses antes, quando as Forças Armadas abriram a seleção geral com prazo de inscrição até 30 de junho. Antes disso, o país havia aberto o alistamento feminino pela primeira vez, em uma mudança inédita no serviço militar brasileiro. Quem não passou por essas etapas não entra agora.

As quatro avaliações que antecedem a incorporação

A triagem da Seleção Complementar reúne quatro frentes de avaliação:

  • Exames clínicos: a checagem das condições de saúde exigidas para o serviço militar.
  • Entrevista: a avaliação individual presencial da candidata.
  • Aptidão física: os testes que medem o condicionamento físico.
  • Atributos técnicos: a análise da qualificação da candidata diante das funções oferecidas.

É por isso que a etapa se chama complementar: ela não repete a seleção, mas fecha as informações que faltavam sobre cada convocada antes de a vaga ser confirmada.

Cada Força tem cronograma próprio, e a data que vale é a dela

Marinha, Exército e Força Aérea correm com calendários distintos dentro da mesma janela de 12 de janeiro a 20 de fevereiro. Na prática, não existe uma data única nacional: a que vale para a candidata é a da Força à qual ela se voluntariou. As datas específicas e a relação de locais estão no portal oficial do alistamento militar, e é lá que a convocada deve conferir o próprio chamamento antes de se programar.

Aprovada na seleção: as duas janelas de incorporação

Quem for aprovada terá a incorporação marcada para uma de duas janelas: entre 2 e 6 de março ou de 3 a 7 de agosto. Incorporação é o ato de passar a integrar o efetivo. A partir dele, a mulher deixa a condição de voluntária e o serviço se torna obrigatório, conforme a legislação vigente, com as mesmas consequências previstas para quem foi convocado pelo alistamento obrigatório.

O posto de entrada muda conforme a Força. Na Marinha, as mulheres ingressam como marinheiro-recruta. No Exército e na Força Aérea, entram como soldado. Homens e mulheres incorporados têm os mesmos direitos e deveres, sem distinção e sem estabilidade no serviço militar.

Onde estão as 1.467 vagas

São 1.467 vagas ao todo: 157 na Marinha, 1.010 no Exército e 300 na Força Aérea. A oferta alcança 51 municípios em 13 estados e no Distrito Federal, o que significa que não há vaga em todas as unidades da federação. Antes de contar com a convocação, vale conferir se existe organização militar participante na região onde a candidata mora, porque a apresentação é presencial e o deslocamento corre por conta de quem se apresenta.

O que o anúncio ainda não detalha

O material divulgado não traz número de edital, não informa cobrança de taxa, não lista os documentos exigidos na apresentação, não indica os endereços das unidades de seleção e não descreve o que acontece com a convocada que falta à data marcada. Quem depende de qualquer um desses pontos precisa buscá-los na convocação da própria Força e no portal oficial do alistamento militar, e não em versões de terceiros: prazo de seleção perdido não costuma ser remarcado.

Fonte: Ministério da Defesa

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