Acadepol abre 30 vagas em curso de investigação com IA

A Academia de Polícia Civil (Acadepol) abre em 10 de novembro, uma segunda-feira, as inscrições para o Curso de Investigação Policial Integrada à Inteligência Artificial. São 30 vagas, e o prazo para se inscrever vai até 21 de novembro. As aulas são presenciais, em Vitória, entre os dias 8 e 11 de dezembro, das 8h às 16h40.

A oferta é da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Acadepol. Antes de qualquer coisa, o que o interessado precisa saber:

  • Curso: Investigação Policial Integrada à Inteligência Artificial
  • Inscrições: 10 a 21 de novembro
  • Período de realização: 08 a 11 de dezembro
  • Horário: 8h às 16h40
  • Local: Acadepol – Avenida Vitória, nº 2382, bairro Monte Belo, Vitória
  • Vagas: 30
  • Carga horária: 32 horas-aula

Não é aberto ao público: só dois cargos podem concorrer

Esta não é uma capacitação para qualquer pessoa interessada no assunto. O público-alvo informado é composto por policiais civis efetivos da PCES — ou seja, quem integra o quadro permanente da corporação — e, dentro desse grupo, apenas quem ocupa dois cargos: Delegado de Polícia ou Oficial Investigador de Polícia (OIP).

São 30 vagas para todo esse universo. O material divulgado não informa qual será o critério caso o número de inscritos supere o de vagas — se valerá a ordem de inscrição, se haverá seleção por lotação, tempo de serviço ou análise de perfil. Também não há menção a taxa de inscrição nem a pré-requisito de formação anterior.

Quatro dias seguidos, das 8h às 16h40, na sede em Monte Belo

A carga horária é de 32 horas-aula, distribuídas em quatro dias consecutivos: 8, 9, 10 e 11 de dezembro. As atividades ocorrem das 8h às 16h40 na sede da Acadepol, na Avenida Vitória, nº 2382, bairro Monte Belo, em Vitória.

Um detalhe prático que costuma passar batido em avisos desse tipo: o material informa que as aulas podem também ser realizadas em outros locais, conforme a necessidade. Quem se inscrever, portanto, deve considerar que nem toda atividade está garantida no endereço da sede. O texto não especifica quais atividades seriam deslocadas nem para onde.

Vale registrar ainda que hora-aula e hora de relógio não são a mesma coisa, e o comunicado não informa a duração adotada para cada hora-aula do curso.

Como se inscrever e até quando

Os interessados devem preencher a Ficha de Inscrição, disponibilizada pela corporação em formulário on-line. O prazo se encerra em 21 de novembro, sem informação sobre horário-limite naquele dia.

O comunicado também não menciona lista de espera, possibilidade de substituição de inscrito nem divulgação de resultado — se haverá publicação dos selecionados e em que canal.

O que o curso se propõe a fazer, segundo o próprio material

O objetivo declarado é aprimorar as técnicas de investigação policial por meio do uso de ferramentas tecnológicas e de inteligência artificial, com o que o texto chama de abordagem moderna e integrada à tecnologia. A metodologia prevista combina aulas expositivas — a parte teórica — com atividades práticas presenciais, o que indica exercícios feitos em sala, e não apenas conteúdo assistido.

É importante ler esse trecho pelo que ele diz, e não pelo que se costuma imaginar quando o assunto é inteligência artificial. O material não descreve nenhuma tecnologia específica, não cita reconhecimento facial, monitoramento, cruzamento de bancos de dados ou qualquer forma de tratamento de dados pessoais. Também não afirma que essas ferramentas passarão a ser usadas em investigações em andamento, nem que elas produzem resultado investigativo por conta própria. O que está anunciado é uma capacitação de 32 horas-aula para 30 servidores.

As perguntas que o anúncio deixa em aberto

Um curso é um bom momento para perguntar o que vem depois dele, e o comunicado não chega lá. Ficam sem resposta pontos que interessam tanto a quem vai fazer a inscrição quanto a quem é investigado:

  • Quais ferramentas serão ensinadas e se são sistemas já contratados pela corporação ou softwares de uso geral;
  • Se esses recursos já estão em uso em investigações reais no estado e desde quando;
  • Que controle existe sobre esse uso — se há norma interna, registro de acesso ou exigência de validação humana do que a ferramenta apontar;
  • Quem fiscaliza a aplicação dessas técnicas e como um investigado poderia questioná-la;
  • Se haverá novas turmas ou se as 30 vagas de dezembro são a única oferta prevista;
  • Se a conclusão gera certificado com efeito na carreira.

Nenhum desses itens aparece no material divulgado. Quem depender dessas respostas para decidir a inscrição precisará buscá-las diretamente na Acadepol, dentro do prazo que se encerra em 21 de novembro.

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