Idosos perdem R$ 202 mil no golpe do bilhete premiado no ES

Primeiramente, uma operação da Delegacia de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa) resultou na captura de três suspeitos envolvidos em um esquema sofisticado de estelionato. De fato, o grupo criminoso vitimou ao menos três pessoas idosas, causando um prejuízo total de R$ 202 mil entre novembro de 2024 e janeiro de 2025.

Consequentemente, as prisões ocorreram no bairro Jardim da Penha, em Vitória, quando o trio — um homem de 36 anos e duas mulheres de 24 e 37 anos — retornou ao Espírito Santo para aplicar novos golpes. Além disso, a polícia apreendeu um documento falso e um celular utilizado nas fraudes.

Investigação revelou esquema com rodízio de equipes

Segundo o delegado Jonathan Lana, adjunto da Defa, a apuração começou após três boletins de ocorrência. Nesse sentido, a equipe identificou o veículo usado nos crimes e descobriu que outros três autores participavam em sistema de alternância. Ou seja, tratava-se de uma organização criminosa estruturada com divisão clara de funções.

Vítimas idosas foram abordadas com encenação elaborada

Certamente, o método empregado era cruel e calculado. Uma suspeita fingia ser religiosa do interior e abordava a vítima pedindo informações. Em seguida, um comparsa se aproximava apresentando-se como médico. Dessa forma, ambos envolviam o alvo em uma narrativa sobre um suposto bilhete premiado de R$ 3 milhões.

Por outro lado, um terceiro integrante confirmava por telefone a falsa premiação, exigindo testemunhas para liberação do valor. Assim sendo, a vítima era convencida a entregar dinheiro como garantia da transação fraudulenta.

Prejuízos variaram de R$ 3 mil a R$ 129 mil por vítima

As três vítimas tinham entre 73 e 84 anos. Uma senhora perdeu R$ 3 mil, outra teve prejuízo de R$ 70 mil e a terceira sofreu perda devastadora de R$ 129 mil. Os crimes aconteceram em Jardim da Penha e Praia da Costa, em Vila Velha.

Fuga era planejada com distrações e falsas promessas

Finalmente, após obterem os valores, os golpistas alegavam que o prêmio seria liberado em dois dias. Em alguns casos, a suspeita simulava distrações, como pedir que a vítima comprasse itens pessoais, enquanto o grupo fugia. Portanto, quando a vítima percebia o golpe, os criminosos já estavam longe.

Os três detidos foram indiciados por organização criminosa e estelionato. Sem dúvida, as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos nessa rede de fraudes que explora a vulnerabilidade de idosos.

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