Antes Rivais, Apple e Intel Agora Selam Parceria Histórica de Chips

Antes Rivais, Apple e Intel Agora Selam Parceria Histórica de Chips

Durante anos, Apple e Intel ocuparam lados opostos no tabuleiro da tecnologia. A fabricante do iPhone abandonou os processadores Intel em 2020, migrando para chips próprios baseados na arquitetura Arm. Agora, de forma surpreendente, as duas gigantes estão de volta à mesma mesa — desta vez com papéis completamente diferentes.

Segundo fontes ouvidas pelo The Wall Street Journal, as empresas firmaram um acordo preliminar para que a Intel fabrique chips destinados a dispositivos Apple. As negociações, conduzidas em sigilo por mais de um ano, ganharam contornos formais nos últimos meses. Representantes de ambas as companhias se recusaram a comentar publicamente.

Trump como articulador do acordo entre as gigantes

Por trás da reaproximação, há um personagem inesperado: o presidente Donald Trump. De acordo com as fontes, o governo norte-americano teve papel central para aproximar as duas empresas. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, realizou diversas reuniões com o CEO da Apple, Tim Cook, além de Elon Musk e Jensen Huang, da Nvidia, buscando convencê-los a fechar negócios com a Intel.

Além disso, o próprio Trump defendeu pessoalmente a Intel junto a Tim Cook durante um encontro na Casa Branca. “Assim que nós entramos, a Apple entrou, a Nvidia entrou”, declarou o presidente. Consequentemente, a Intel agora possui parcerias firmadas com três das maiores empresas do setor tecnológico mundial.

Intel em recuperação sob novo comando

Essa virada não acontece por acaso. Após anos de erros técnicos, trocas de liderança e perda de clientes para TSMC e Samsung, a Intel contratou Lip-Bu Tan em março de 2025 para liderar sua reestruturação. Em contraste com o cenário anterior, Tan vem promovendo mudanças profundas na liderança e ampliando investimentos no processo de fabricação avançado conhecido como 14A.

Nesse sentido, o governo Trump também converteu cerca de US$ 9 bilhões em subsídios federais em uma participação acionária de 10% na Intel. O movimento gerou forte valorização das ações e sinalizou ao mercado que a empresa voltou ao radar dos grandes investidores.

Por que a Apple precisa diversificar fornecedores agora

Atualmente, a Apple depende quase exclusivamente da TSMC para fabricar seus chips. O problema é que a explosão da demanda por semicondutores voltados à inteligência artificial reduziu o poder de negociação da Apple junto à fabricante taiwanesa. Dessa forma, Tim Cook reconheceu publicamente que a escassez de chips avançados está limitando a produção de iPhones e Macs.

Portanto, a parceria com a Intel representa uma jogada estratégica para reduzir essa vulnerabilidade. Ainda não está definido quais produtos receberão chips fabricados pela Intel, mas a Apple vende mais de 200 milhões de iPhones por ano — ou seja, qualquer fatia desse volume representa um contrato bilionário.

Finalmente, o que parecia improvável há cinco anos começa a tomar forma: Intel e Apple, antes em lados opostos da cadeia de tecnologia, agora constroem juntas o próximo capítulo da indústria de semicondutores.

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