Gato no Carnaval: como proteger do barulho e de parasitas — Direto Notícias

Gato no Carnaval: como proteger do barulho e de parasitas

O Carnaval leva o barulho dos blocos, dos trios elétricos e das caixas de som para perto de quem não pediu para participar da festa: o gato que mora dentro de casa. O período coincide com uma data simbólica para quem tem felino, o Dia Mundial do Gato, celebrado em 17 de fevereiro, e especialistas alertam que a combinação de ruído alto, agitação e mudança de rotina pode representar um desafio real para o animal, com reflexos no comportamento e na saúde.

O motivo está na audição. O gato percebe sons em frequências elevadas e tem uma sensibilidade auditiva muito maior que a humana, o que faz com que reaja de forma intensa a ruídos altos. O que chega ao tutor como música ao fundo, para o animal é um estímulo contínuo dentro do próprio território, do qual ele não tem como se afastar sozinho.

“Sons intensos como os dos blocos de Carnaval podem causar estresse severo nos gatos, com impactos físicos e comportamentais importantes”

O alerta é da médica-veterinária Karin Botteon.

Não é só o volume: rotina quebrada também pesa

Além do barulho, a presença de visitas, os horários irregulares e as alterações no ambiente doméstico contribuem para o desconforto do animal. É a soma desses fatores, e não apenas o som, que desorganiza os dias do gato durante o feriado.

Para reduzir o impacto, a orientação apresentada é manter a rotina de alimentação, descanso e brincadeiras nos mesmos horários de sempre e minimizar os estímulos externos. Fechar portas e janelas, usar cortinas e criar um ambiente mais silencioso são medidas simples que ajudam a preservar a sensação de segurança.

Estresse em gato não é detalhe de comportamento: o quadro tem consequências físicas, e vale entender até onde o estresse pode levar um felino quando se prolonga sem que o tutor perceba.

Parasitas chegam em casa na sola do sapato

Outro ponto de atenção no período vale inclusive para o gato que nunca sai: a exposição a parasitas. Ovos e larvas de pulgas e vermes podem ser levados para dentro do ambiente doméstico por roupas, calçados e objetos que tiveram contato com áreas externas.

No Carnaval, o vaivém de pessoas entrando e saindo aumenta em quantas vezes esse caminho é percorrido. Por isso, segundo a orientação divulgada, a prevenção antiparasitária regular é essencial: manter o controle em dia ajuda a evitar infestações e doenças que podem comprometer a saúde do animal ao longo do ano. Qual produto usar e com que frequência aplicá-lo é definição do médico-veterinário que acompanha o gato, e não algo que se resolva na prateleira.

Fantasia, glitter e confete: o risco está na ingestão

A vontade de incluir o gato na comemoração é compreensível, mas nem tudo que é comum para humanos é seguro para os animais. Tintas, sprays, glitter e confetes podem causar alergias, intoxicações e até obstruções intestinais se ingeridos — e o gato se limpa lambendo o próprio pelo, o que transforma qualquer resíduo depositado ali em algo que acaba na boca.

O uso de fantasias também pede cautela. Apenas gatos já habituados a roupas devem utilizá-las, sempre por curtos períodos e em tecidos leves. Em dias quentes, o ideal é evitar qualquer tipo de vestimenta.

Como montar o refúgio seguro dentro de casa

Uma das estratégias mais eficazes para reduzir o estresse é preparar um cômodo ou um canto tranquilo onde o gato possa se esconder e descansar enquanto a rua faz barulho. O espaço deve ficar longe do movimento e dos ruídos e reunir:

  • caminha ou local de descanso onde o animal já costuma dormir;
  • água;
  • alimento;
  • caixa de areia.

Manter portas e janelas protegidas é igualmente fundamental. Gatos assustados podem tentar fugir, e é aí que o susto vira acidente: o animal que salta de uma janela ou escapa para a rua no meio da folia enfrenta um cenário que não conhece, com trânsito e aglomeração.

Três dúvidas que voltam todo ano

O barulho do Carnaval pode prejudicar a saúde do gato? Sim. Ruídos intensos podem causar estresse, alterações comportamentais e até problemas físicos.

Gato que vive dentro de casa precisa de antiparasitário? Sim. Parasitas podem ser levados para dentro do lar por roupas, calçados e objetos.

Fantasiar o gato faz mal? Depende do animal. Apenas gatos habituados devem usar fantasias leves e por pouco tempo. Em dias quentes, o ideal é evitar.

O que fazer antes de a festa começar

Todas as medidas citadas dependem de antecedência. Cortina, refúgio, janela protegida e controle antiparasitário em dia são providências que funcionam quando já estão prontas no momento em que o primeiro bloco passa — depois disso, o que resta ao tutor é administrar o susto do animal.

“A saúde do pet não tira férias. Planejamento e prevenção são essenciais para que todos aproveitem o Carnaval com tranquilidade”

A conclusão é da veterinária Karin Botteon.

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