O que muda no universo pet em 2026?

O que muda no universo pet em 2026?

O mercado de animais de estimação no Brasil atravessa uma fase de transformações profundas. De fato, novas diretrizes clínicas, avanços tecnológicos em próteses e mudanças tributárias estão redesenhando completamente a forma como cuidamos de cães e gatos. Primeiramente, é preciso entender que essas mudanças afetam desde o tutor comum até o médico-veterinário especializado.

Além disso, o país já movimenta US$ 1,7 bilhão em saúde animal, consolidando-se como potência global nesse segmento. Consequentemente, a atenção do mundo inteiro se volta para as tendências que emergem por aqui, especialmente em nutrição clínica e bem-estar animal.

Doença renal em gatos ganha novo protocolo global

A IRIS, referência internacional em nefrologia veterinária, incluiu o molidustat nas diretrizes para tratamento de anemia associada à doença renal crônica felina. Em outras palavras, o princípio ativo presente no Varenzin™ passa a ser oficialmente recomendado no manejo dessa condição. Nesse sentido, veterinários brasileiros ganham respaldo científico para ampliar as opções terapêuticas oferecidas aos tutores.

Tecnologia biônica transforma a vida de pets

Por outro lado, a inovação também chega pela engenharia. O Projeto PetBionic desenvolve próteses avançadas para cães e gatos com lesões graves, devolvendo mobilidade e qualidade de vida. Dessa forma, animais que antes enfrentavam limitações severas agora encontram uma segunda chance por meio da tecnologia.

Reforma tributária preocupa médicos-veterinários

Certamente, um dos temas mais debatidos no setor é o impacto dos novos tributos sobre a classe veterinária. A reforma tributária em vigor traz mudanças significativas na carga fiscal para profissionais e estabelecimentos. Portanto, clínicas e hospitais veterinários precisam se adaptar rapidamente para manter a sustentabilidade financeira sem comprometer a qualidade do atendimento.

Bem-estar animal ganha força nas políticas públicas

Simultaneamente, cidades brasileiras avançam em legislações protetivas. Porto Alegre passou a exigir câmeras em pet shops durante serviços de banho e tosa, enquanto Belo Horizonte substituiu carroças por triciclos elétricos. Assim sendo, a tração animal começa a ser eliminada das ruas, refletindo uma mudança cultural significativa.

Premiunização e sustentabilidade ditam o mercado

No segmento de alimentação, a busca por saúde e bem-estar impulsiona a premiunização dos alimentos para pets. Isto é, tutores estão dispostos a investir mais em rações de alta qualidade e nutrição clínica especializada. Por exemplo, o cuidado nutricional voltado a doenças crônicas já representa uma fatia crescente das vendas no varejo pet.

Além disso, relatórios recentes apontam a sustentabilidade como estratégia central de crescimento para empresas do setor. Sem dúvida, marcas que integram práticas ambientais responsáveis conquistam maior fidelização entre consumidores conscientes.

O futuro exige atenção e adaptação constante

Finalmente, o cenário que se desenha para o universo pet em 2026 é de complexidade e oportunidades simultâneas. Desde avanços clínicos em nefrologia felina até a digitalização do atendimento, profissionais e tutores precisam se manter atualizados. O Brasil, com seus mais de 90 milhões de toneladas movimentadas no setor, não é apenas espectador dessas mudanças — é protagonista global.

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