Ressurreição de espécies extintas pode estender vidas

ressurreição de espécies extintas
Imagem ilustrativa de banco de imagens. Foto: Jonathan Cooper / Pexels.

A Colossal Biosciences decidiu expandir seu programa de ressurreição de espécies extintas para além da biologia ambiental. Atualmente, a empresa direciona as pesquisas também para aplicações na saúde humana. O CEO e cofundador Ben Lamm afirmou ao CNBC AI Forum que a tecnologia desenvolvida para recriar animais extintos pode transformar tratamentos médicos. Ele acrescentou que a tecnologia pode até eliminar doenças genéticas.

A empresa já produziu três filhotes de lobo-terrível geneticamente modificados — Romulus, Remus e Khaleesi. Cadelas domésticas atuaram como mães substitutas no processo. A equipe reconstruiu o genoma do animal a partir de DNA extraído de um crânio e um dente com mais de 12.500 anos. Conforme os pesquisadores, modelos de inteligência artificial mapearam o material genético ao lobo-cinzento, seu parente vivo mais próximo.

Ressurreição de espécies extintas e seus efeitos na saúde

Ben Lamm descreveu a visão original do geneticista de Harvard George Church, que ele chamou de pai da biologia sintética. Essa visão vai muito além de recriar criaturas perdidas. Church enxergava a possibilidade de usar ferramentas como o CRISPR para trazer espécies extintas de volta. Ao mesmo tempo, ele propunha aplicar essas tecnologias à saúde humana.

A empresa derivada Astromech estuda a chamada evolução convergente — fenômeno em que espécies semelhantes desenvolvem imunidades diferentes. Um exemplo investigado é o motivo pelo qual elefantes desenvolvem câncer em uma fração da taxa observada em humanos. Essa linha de pesquisa pode gerar respostas para desafios médicos e pandemias. Ademais, a Astromech foi avaliada em US$ 2 bilhões.

Lamm também mencionou que os avanços em síntese de DNA podem levar ao desenvolvimento de culturas agrícolas e árvores de crescimento mais rápido. Além disso, esses avanços podem gerar terapias gênicas com entrega direcionada para humanos.

Mamute-lanoso e o projeto climático da Colossal

No projeto do mamute-lanoso, a Colossal trabalha com a modificação genética de elefantes asiáticos. Lamm prevê o nascimento do primeiro exemplar na década de 2030. Os animais poderiam combater as mudanças climáticas ao comprimir a neve em regiões árticas. Igualmente, eles manteriam o solo congelado e converteriam florestas em pastagens, reduzindo a absorção de calor.

Em julho, a empresa anunciou uma rodada de investimento Série C de US$ 200 milhões liderada pela TWG Global. Essa rodada elevou sua avaliação para US$ 10,2 bilhões. No total, a Colossal captou mais de US$ 435 milhões desde sua fundação. Lamm destacou que 30% dos investidores chegaram à empresa por influência de seus filhos. Isso reflete, sobretudo, o apelo da missão entre as novas gerações.

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Sobre Ary Ribeiro

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