
Presidentes do Fed indicam necessidade de nova alta de juros para controlar a inflação nos Estados Unidos. As declarações reforçam expectativas de que o banco central retome os aumentos nas taxas em dezembro, visando estabilizar a economia sem prejudicar o crescimento.
Sinais claros de aperto monetário
Alberto Musalem afirmou que ajustes adicionais na política serão necessários em breve. Ele explicou que movimentos menores agora causam menos impacto negativo no mercado de trabalho.
Por outro lado, Lorie Logan previu pelo menos dois aumentos de vinte e cinco pontos base. Ela destacou que pular uma reunião não altera o destino final da política.
Esses comentários reforçam a expectativa dos investidores de que o Federal Reserve retome os aumentos em dezembro. O mercado precifica uma probabilidade de 76% para essa elevação de um quarto de ponto, de acordo com dados de contratos futuros. As declarações surgem logo após a decisão recente da instituição de manter as taxas inalteradas por enquanto.
Resiliência econômica e pressões nos preços
Musalem citou o crescimento do produto interno bruto acima do esperado recentemente, com expansão de 3,4%. Além disso, ele enfatizou que a taxa de desemprego de 4,2% indica um mercado de trabalho estável. Ao mesmo tempo, a inflação anual pelo índice de despesas de consumo pessoal segue acima de 3%.
No entanto, ele alertou que ações tardias podem ser mais disruptivas para o sistema. A estratégia de passos pequenos visa ancorar as expectativas sem frear o avanço econômico. Conforme explicou o dirigente do banco central, a inflação continua alta nos Estados Unidos.
Divisão no comitê e visões externas
A decisão da última quarta-feira de manter a taxa inalterada não foi unânime entre os votantes. Lisa Cook e Beth Hammack divergiram e defenderam um aumento imediato de um quarto de ponto. Ademais, ex-cartolas do banco central comentaram o cenário econômico atual.
Jeffrey Lacker demonstrou surpresa com a falta de urgência da instituição diante dos índices recentes. Enquanto isso, James Bullard criticou a proposta do atual presidente de transformar reuniões futuras em encontros sem decisões sobre o custo do dinheiro.
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