Alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Angélica Paixão, em Guarapari, trocaram a sala de aula pelas ladeiras de Ouro Preto, em Minas Gerais. A aula de campo aconteceu na terça-feira (19) e levou os estudantes a percorrer os principais marcos do período colonial brasileiro.
Para boa parte da turma, foi a primeira viagem para fora do Espírito Santo.
O roteiro pelo ciclo do ouro
Os estudantes visitaram a Mina do Chico Rei, o Museu da Inconfidência, a Basílica de Nossa Senhora do Pilar e a Casa dos Contos. Em cada parada, o roteiro conectou o conteúdo de sala com o espaço onde a história aconteceu — das galerias abertas por pessoas escravizadas às obras que definiram o Barroco e o Rococó mineiros.
Diante do trabalho de Aleijadinho e de Mestre Ataíde, a turma também discutiu a realidade escravocrata que sustentou a região durante o Ciclo do Ouro.
A avaliação de quem foi
O professor de História Elson Moraes dos Santos avaliou que o deslocamento fez diferença no aprendizado. “Eles compreenderam a riqueza de nossa história e vivenciaram lições que vão além da sala de aula”, afirmou.
Ele destacou ainda a reação diante do acervo artístico: “Os estudantes se emocionaram ao se depararem com a riqueza do Barroco e do Rococó em obras de artistas como Aleijadinho e Mestre Ataíde, além de refletirem sobre a realidade escravocrata vivida na região durante o Ciclo do Ouro”.
Para a estudante Hanny Izabel Lima do Nascimento, a viagem teve significado pessoal. “Como mulher negra, foi uma realização para minha criança interior, que sempre gostou muito de história. Nunca me esquecerei das paisagens e de cada momento vivido”, relatou.
Segunda ida da escola à cidade histórica no mesmo ano
A viagem não foi um caso isolado na EEEFM Angélica Paixão. Em setembro do mesmo ano, outra turma da escola percorreu a mesma cidade dentro de um projeto de leitura, também voltado à história do deslocamento forçado de africanos escravizados para o Brasil. Veja como foi a viagem anterior dos estudantes de Guarapari a Ouro Preto.
As duas saídas mostram que a aula de campo entrou no calendário da escola, e não foi exceção.
Com informações da Sedu.
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