Curso sobre rastreio de armas foi aberto a quem atua na segurança

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), abriu um curso a distância sobre registro e rastreio de armas de fogo voltado a profissionais que compõem o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) — categoria que inclui quem atua na segurança pública capixaba. O lançamento foi feito na quarta-feira (26/03) de 2025, em parceria com o Instituto Sou da Paz, e as matrículas foram abertas na Rede EaD Senasp. O anúncio foi reproduzido em 02/04/2025 pelo portal pc.es.gov.br, que leva esse tipo de informação ao servidor capixaba.

Como a oferta é de 2025, o período de matrícula descrito no anúncio já se encerrou. O que segue é o registro do que a capacitação era, a quem se destinava e o que o Governo Federal declarou ao lançá-la.

A quem o curso se destinava

O público informado foi um só: profissionais que compõem o Susp. O Susp é o arranjo que organiza e articula o trabalho dos órgãos de segurança pública no país, de modo que uma capacitação nacional chegue também às equipes que atuam nos estados. Na prática, era formação de servidor, e não conteúdo aberto ao cidadão comum — o texto do lançamento não menciona inscrição para quem está fora desse público.

A modalidade era a distância, e a inscrição foi aberta na Rede EaD Senasp, a plataforma de ensino da própria Secretaria. Esse é um detalhe prático relevante para o interior capixaba: sem aula presencial, um profissional lotado no interior poderia acompanhar o conteúdo sem sair da cidade onde trabalha.

Qual era o assunto

O tema é o registro e o rastreio de armas de fogo — ou seja, o trabalho de identificar de onde veio uma arma apreendida e por quais mãos ela passou até chegar ali. É uma etapa de investigação que depende de método e de dados organizados, e não apenas do flagrante.

Ao apresentar o curso, o secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, afirmou que o controle e a rastreabilidade de armas de fogo são peças centrais desse trabalho. Segundo ele, um dos principais desafios enfrentados pelo País é a circulação de armamentos sem registro, o que facilita desvios e contrabando.

“Esse curso é uma ferramenta essencial. Ele nos ajuda a identificar a origem das armas, prevenir o tráfico e evitar desvios, que hoje representam um dos maiores problemas da segurança pública no Brasil”, afirmou.

Sarrubbo também tratou do diálogo entre as forças policiais na construção de políticas públicas. “Capacitações como essa permitem que os profissionais que estão na linha de frente contribuam com informações fundamentais para o aperfeiçoamento das estratégias de segurança”, disse.

O que a Senasp disse sobre a política de dados

A diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele dos Ramos, destacou que o marco legal sobre armas de fogo no Brasil é resultado de um esforço conjunto de diversos setores da sociedade, com participação do Governo Federal, dos governos estaduais e de especialistas na área.

Ela sustentou que a agenda de controle de armas não se resume à parte técnica e passa pela aplicação de políticas alinhadas à rotina de quem atua na segurança pública. “Precisamos compreender as práticas adotadas nos estados, organizar dados e avançar no enfrentamento desse desafio, que impacta tanto a segurança pública quanto a democracia”, ressaltou.

A expectativa declarada pelos organizadores era de que o curso ajudasse a fortalecer a agenda de controle de armas na América do Sul e ampliasse o conhecimento e a cooperação entre os países da região.

O que o anúncio não informou

Vale registrar o que ficou de fora da divulgação, para que ninguém preencha as lacunas por conta própria. O texto do lançamento não trouxe:

  • carga horária ou duração da capacitação;
  • número de vagas;
  • prazo final para a matrícula;
  • informação sobre cobrança ou gratuidade;
  • o endereço eletrônico da página de inscrição, além da menção à Rede EaD Senasp.

Quem hoje procura formação semelhante e integra o Susp deve buscar a informação atualizada pelos canais oficiais do próprio órgão em que trabalha, já que a oferta descrita aqui é de 2025.

Texto: Reprodução do portal do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

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