
Um erro de ortografia em uma mensagem de WhatsApp levou à descoberta de um assassinato na Argentina e à prisão de dois suspeitos. O caso ocorreu na cidade de Paraná, na província de Entre Ríos, a cerca de 500 km de Buenos Aires, e ganhou repercussão após o jornal “Clarín” divulgar os detalhes da investigação.
A vítima era um arquiteto que trabalhava na reforma de apartamentos no último dia 1º. Ele conversou com um casal até por volta das 16h e, desde então, deixou de responder mensagens. Quando a irmã tentou contato, recebeu uma resposta que a deixou em alerta imediato.
A mensagem que denunciou o assassinato na Argentina
A resposta recebida dizia: “Estou boltando de Rosário, Moni. Nos falamos.” A palavra “bolviendo”, usada no original em espanhol, não existe no idioma. Em espanhol, as letras “b” e “v” têm pronúncia idêntica, então o erro não seria de digitação — seria de quem não conhecia a grafia correta da palavra “volviendo”.
A irmã sabia que o arquiteto não cometeria esse deslize. Ela formalizou uma denúncia na polícia, que iniciou buscas imediatas pelo paradeiro dele.
Corpo encontrado com sinais de tortura
Os agentes percorreram os endereços onde o arquiteto realizava reformas. Em um apartamento de um complexo habitacional em Paraná, encontraram o corpo. Ele estava amarrado em uma cadeira, e os investigadores localizaram uma faca de cozinha e uma marreta no local.
O laudo preliminar da autópsia, conforme o “Clarín”, concluiu que “o corpo apresentava cortes compatíveis com tortura e uma fratura no crânio causada por um golpe com um objeto contundente”. Os criminosos também roubaram dinheiro e pertences da vítima.
Dois suspeitos presos preventivamente
A polícia identificou Carlos Gastón Aguilar, de 48 anos, e Claudio Ramón Inofre, de 52, ambos ex-funcionários da vítima. Aguilar compareceu à delegacia para interrogatório com um veículo flagrado por câmeras de segurança próximo ao local do crime. Ele negou ter estado no apartamento, mas, ainda assim, foi preso.
Inofre, por outro lado, foi detido em um micro-ônibus com destino à província de Misiones. Nenhum dos dois tem antecedentes criminais.
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