A Força Aérea Brasileira conduz neste domingo (5), às 10h, a cerimônia de troca do Pavilhão Nacional na Praça dos Três Poderes, na capital federal. O acesso é livre à população, e a solenidade abre o Mês da Asa, período em que a Aeronáutica concentra as homenagens ao Dia do Aviador.
É uma cerimônia curta, de hora marcada e sequência fixa, acompanhada lado a lado por civis e militares. Quem nunca foi costuma ter as mesmas dúvidas: o que exatamente acontece, quanto tempo dura o protocolo, por que a condução muda de uma edição para outra e se é preciso algum tipo de autorização para assistir. As respostas estão no próprio cerimonial, que se repete todo mês.
Como funciona o ritual, do hasteamento ao desfile
A ordem dos atos não varia. A bandeira é hasteada ao som do Hino Nacional, acompanhada de uma salva de 21 tiros. No encerramento, o arriamento acontece ao som do Hino à Bandeira e é seguido pelo desfile das tropas que participaram da solenidade.
Dois termos do cerimonial costumam confundir quem assiste pela primeira vez. Arriar é baixar a bandeira do mastro, o movimento oposto ao de hastear — por isso a cerimônia é de troca: uma bandeira desce e outra sobe. E a salva de 21 tiros é a mais alta honra prevista no cerimonial militar, reservada aos símbolos nacionais e às autoridades de mais alto grau. Os disparos são feitos com carga de festim, sem projétil: o efeito é apenas sonoro.
Quem conduz a cerimônia muda a cada mês
A coordenação funciona em sistema de rodízio. Marinha, Exército, Aeronáutica e Governo do Distrito Federal se alternam na condução mensal do ato. Na prática, é a mesma cerimônia, no mesmo local e no primeiro domingo de cada mês, mudando apenas a instituição responsável pela condução e pelas tropas em forma.
O roteiro se repete e só troca o condutor: em dezembro de 2024, a Marinha ficou à frente da troca do Bandeirão; em fevereiro de 2025, o Exército assumiu a solenidade; e em julho a Aeronáutica já havia conduzido a cerimônia.
O Exército também coordenou o ato em maio e em agosto de 2025. Em todas essas edições o roteiro foi o mesmo: hasteamento com o Hino Nacional e a salva de 21 tiros, arriamento com o Hino à Bandeira e desfile das tropas ao final.
Por que outubro é o Mês da Asa
O Mês da Asa existe para homenagear o Dia do Aviador, celebrado em 23 de outubro. A data marca o voo de Alberto Santos Dumont no Campo de Bagatelle, em Paris, em 1906.
Naquele ano, o 14-bis fez dois voos registrados. O primeiro percorreu 60 metros. O segundo, certificado pela Federação Aeronáutica Internacional, alcançou 220 metros — a certificação é o que transforma um voo em marco reconhecido, porque exige observação e medição por terceiros, e não apenas o relato de quem pilotou. Para efeito de comparação, aeronaves comerciais hoje cruzam o céu entre 9 mil e 12 mil metros de altitude.
O que saber antes de ir
A cerimônia está marcada para as 10h, na Praça dos Três Poderes, com acesso livre à população: civis e militares acompanham o ato juntos. Como o hasteamento e a salva de 21 tiros abrem o protocolo, quem quiser ver essa parte precisa chegar antes do horário de início. O desfile das tropas fecha o ato, depois do arriamento.
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