567 mulheres integram o quadro da Polícia Civil do ES

São 567 mulheres no quadro ativo da Polícia Civil do Espírito Santo. Elas estão em delegacias, unidades especializadas e grupos operacionais, da investigação criminal à gestão administrativa.

Onde elas estão

A distribuição é o dado mais revelador. A presença feminina deixou de se concentrar em delegacias especializadas no atendimento à mulher e alcançou áreas que eram exclusivamente masculinas por prática, não por norma — inclusive as unidades táticas, que operam em situação de risco.

Além da competência técnica, a instituição aponta o efeito no atendimento: casos complexos e vítimas em situação de fragilidade exigem condução que combina rigor de procedimento e escuta. É o que a PCES descreve como reforço do caráter diverso da corporação.

A única mulher na Core

A auxiliar de perícia médico-legal Sâmia Damasceno Fonseca é lotada na Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), a unidade tática da Polícia Civil, que atua em operações de alto risco.

“Estou na CORE há um ano e seis meses, e a experiência em uma unidade tática apresenta diversos desafios, como a necessidade de capacitação e treinamentos constantes. É fundamental que ocupemos espaços em todos os setores da Polícia Civil, promovendo um ambiente de trabalho mais equitativo. Sempre sonhei em fazer parte da CORE, e tornar esse sonho realidade foi desafiador, mas extremamente recompensador. Outras mulheres desempenharam papéis cruciais na formação do grupo; algumas já estão aposentadas ou em outras funções. Ser a única representante feminina na unidade é uma grande responsabilidade, que me motiva a honrar as que já vieram antes de mim e a mostrar que é possível para as que ainda estão por vir”

O detalhe mais duro da fala

Sâmia não se apresenta como pioneira. Ela cita as mulheres que estiveram na formação do grupo e hoje estão aposentadas ou em outras funções — e registra que, agora, é a única na unidade.

É uma diferença que importa em qualquer instituição: ter tido mulheres antes e não ter mais nenhuma além dela indica que a entrada aconteceu, mas a permanência não se sustentou. A responsabilidade que ela descreve — honrar quem veio antes e abrir caminho para quem vem — é o custo adicional de ocupar sozinha um espaço.

Preparo que a função exige

Unidade tática exige capacitação e treinamento constantes, como ela mesma aponta. O trabalho combina preparo físico, equilíbrio emocional e atualização técnica permanente — condições que valem para todo o efetivo e que, na prática, definem quem consegue permanecer nesse tipo de unidade.

Leia também no Direto Notícias

Sobre Redação

Portal Direto Noticias - Imparcial, Transparente e Direto | https://diretonoticias.com.br | Notícias de Guarapari, ES e Brasil. Ative as notificações ao entrar e torne-se um seguidor. Caso prefira receber notícias por email, inscreva-se em nossa Newsletter, ou em nossas redes:

Veja Também

resgate na Segunda Ponte

Guarda de Vitória realiza resgate na Segunda Ponte

Guardas municipais realizaram resgate na Segunda Ponte de mulher que estava no parapeito da estrutura na madrugada de segunda-feira.