De fato, a sessão desta segunda-feira (20) da CPMI do INSS trouxe revelações impactantes sobre o fluxo financeiro envolvendo parentes da advogada Tonia Andrea Inocentini Galleti. Primeiramente, o relator Alfredo Gaspar (União-AL) apresentou dados indicando que familiares da assessora jurídica do Sindnapi teriam acumulado cerca de R$ 20 milhões em repasses oriundos da entidade sindical.
Além disso, a convocação da depoente se baseou em cinco requerimentos distintos, motivados principalmente por sua atuação dupla: conselheira que denunciou fraudes previdenciárias e, simultaneamente, alvo de investigações da Polícia Federal.
Rede familiar controlava empresas pagas pelo sindicato
Consequentemente, os parlamentares concentraram suas perguntas nas conexões empresariais da família. O marido de Tonia integrava a sociedade da Gestora Eficiente, criada para administrar parceria entre o Sindnapi e uma corretora vinculada ao banco BMG. Por outro lado, sua mãe e irmã comandavam a empresa Essence, prestadora de serviços à mesma gestora.
Em contraste com as acusações, Tonia sustentou que todos os valores correspondiam a trabalho efetivamente realizado. Dessa forma, alegou possuir 85 mil procurações de associados e trabalhar até doze horas diárias.
Filiações explodiram e 92% negam ter autorizado
Nesse sentido, dados da CGU revelaram que 92% dos filiados não reconheceram vínculo com o Sindnapi. O número de associados saltou de 145 mil para 366 mil entre 2020 e 2023, ou seja, um crescimento considerado anormal pelo relator. Certamente, esse ritmo levantou suspeitas sobre esquemas de venda casada envolvendo crédito consignado.
Relator aponta contradição entre denúncia e investigação
Assim sendo, Gaspar apresentou três hipóteses: inocência da depoente, guerra entre entidades associativas ou denúncia fabricada para encobrir irregularidades internas. Sem dúvida, o senador Carlos Viana reforçou que a blindagem judicial dos convocados evidencia a gravidade do esquema. Finalmente, parlamentares classificaram os repasses familiares como moralmente inaceitáveis, independentemente da legalidade contratual.
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