O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o vice-presidente, JD Vance, não foram convidados para o funeral do ex-vice-presidente Dick Cheney. A cerimônia está marcada para o meio da manhã de quinta-feira, na Catedral Nacional, em Washington. A informação foi noticiada primeiro pelo site Axios e depois confirmada pela Fox News.
A informação veio de apuração jornalística, não de anúncio da família
Não houve comunicado público da família Cheney sobre a lista de convidados. O que existe é o registro de dois veículos: o Axios noticiou a ausência do convite e a Fox News confirmou a informação por conta própria.
Nenhum dos registros informa quem definiu a lista, em que momento isso foi decidido ou se houve qualquer comunicação à Casa Branca. Também não há, no material divulgado, explicação da família sobre o motivo. Qualquer razão atribuída à decisão é, até aqui, interpretação — e não informação confirmada.
Comparecer é praxe, não é norma
Segundo a Fox News, é tradicional que presidentes em exercício compareçam aos funerais de ex-presidentes e de ex-vice-presidentes dos Estados Unidos. A palavra usada é tradição, e não obrigação: trata-se de um costume consolidado ao longo do tempo, não de uma exigência prevista em regra escrita.
A distinção importa para entender o alcance do episódio: não há regra descumprida nem consequência formal para nenhuma das partes. O que muda é quem estará presente na cerimônia.
O histórico entre Trump e a família Cheney
A Fox News descreve como singularmente ruim a relação de Trump com a família Cheney nos últimos anos. O enquadramento é do veículo que apurou o caso. O episódio verificável que a reportagem aponta é um só: a filha de Dick Cheney, a ex-deputada republicana Liz Cheney, ajudou a conduzir a investigação da Câmara sobre o papel de Trump na invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021.
Vale registrar o que o material não estabelece: não há, nas informações divulgadas, ligação declarada entre esse histórico e a lista de convidados do funeral. Uma coisa é o contexto conhecido; outra é a causa da decisão, que ninguém apresentou.
Os outros assuntos da mesma edição do boletim
O texto original é um boletim de política da Fox News, que reúne vários temas do dia. Além do funeral, a edição trouxe:
- uma minuta de decreto que daria ao governo federal amplo poder sobre inteligência artificial — o documento ainda é rascunho, sem assinatura e sem vigência;
- uma revisão do relatório de emprego que transformou em perda um ganho registrado no período Trump;
- o anúncio de um investimento saudita da ordem de um trilhão de dólares, com a ressalva, na própria reportagem, de que o dinheiro deve levar anos para começar a circular;
- a apresentação, por um parlamentar democrata, do quinto pedido de impeachment contra Trump;
- a cobrança do senador Lindsey Graham para que democratas expliquem a mensagem enviada a militares sobre recusar ordens ilegais — os mesmos seis parlamentares que Trump chamou de traidores e disse que deveriam ser presos.
Na mesma edição, Vance afirmou que o governo tem um plano de saúde a apresentar e disse querer trabalhar com os democratas no tema. O plano em si ainda não foi divulgado.
O que está confirmado e o que não está
- Confirmado: Trump e Vance não foram convidados; o funeral é na quinta-feira, no meio da manhã, na Catedral Nacional, em Washington.
- Quem informou: a notícia saiu primeiro no Axios e foi confirmada pela Fox News.
- Não informado: quem definiu a lista de convidados, o motivo da ausência do convite e qualquer manifestação da família sobre o assunto.
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