O Dia D de Mobilização contra as arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti reuniu profissionais de saúde, agentes de combate às endemias e moradores em municípios de todo o Espírito Santo no sábado, 06 de dezembro de 2025. As atividades aconteceram de forma simultânea de norte a sul do Estado e se encerraram naquele mesmo dia.
A ação foi articulada pelo Centro Integrado de Comando e Controle das Arboviroses (CICC – Arbovirose) e teve como alvo três doenças transmitidas pelo mesmo mosquito: dengue, Zika e chikungunya. É importante ler esta matéria pelo que ela é — o registro de uma mobilização que já ocorreu. O material divulgado não marca nova data para uma ação equivalente, não convoca ninguém a sair de casa e não anuncia posto de saúde aberto em horário especial.
O que foi feito no sábado, 06 de dezembro de 2025
Pelo relato oficial, o dia teve três frentes:
- Orientação às famílias. Equipes de saúde, com destaque para os agentes de combate às endemias, orientaram moradores sobre o descarte correto de objetos, a limpeza e como evitar o acúmulo de água parada. O texto oficial não detalha se a abordagem foi feita porta a porta, em pontos fixos ou das duas formas.
- Educação em saúde no espaço público. As equipes municipais ocuparam feiras, praças e pontos estratégicos das cidades com orientações, jogos educativos e teatros.
- Limpeza de áreas. Municípios aproveitaram a data para retirar entulho, com máquinas, caminhões e caçambas, em trabalho integrado entre as secretarias municipais de saúde e outras pastas, como Obras e Serviços Urbanos, além de agentes de limpeza urbana.
O que o material oficial não informa
Em matéria de serviço, o que falta importa tanto quanto o que está escrito. A divulgação da mobilização deixa cinco lacunas:
- Horário. Não há hora de início nem de encerramento das atividades.
- Quais cidades participaram. O texto não nomeia nenhum município. Cita ações de norte a sul do Estado e visitas do subsecretário a municípios da Grande Vitória, sem apresentar lista. Por esse material, não é possível afirmar que uma cidade específica aderiu — nem que deixou de aderir.
- Como identificar quem bate à porta. Não há descrição de crachá, uniforme, colete ou qualquer forma de identificação dos agentes.
- Canal do morador. Não constam telefone, endereço de unidade de saúde nem canal para relatar foco do mosquito ou pedir visita.
- Números da ação. Não foram informados quantos imóveis foram visitados, quantos focos foram encontrados nem quanto entulho foi recolhido.
O que os agentes orientaram nas casas
O subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde (Sesa), Orlei Cardoso, acompanhou pessoalmente parte das atividades em municípios da Grande Vitória e recebeu o relato das demais cidades participantes. Segundo ele, os moradores se mostraram solícitos com as orientações dos profissionais, em especial as dos agentes de combate às endemias. Foi assim que o subsecretário resumiu o que chegou às famílias:
As famílias foram orientadas sobre a forma correta de descarte de objetos, de limpeza e como evitar o acúmulo de água parada, e também aprenderem a prevenir doenças transmitidas pelo mosquito
A explicação é do subsecretário de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso.
Caçambas e caminhões na retirada de entulho
A retirada de entulho apareceu como frente própria da mobilização, ao lado da orientação e da educação em saúde. Sobre esse ponto, o subsecretário detalhou quem entrou em campo:
Muitos municípios aproveitaram também para realizar limpeza de áreas, contando com um trabalho integrado entre as secretarias municipais de saúde e demais secretarias, como de Obras e de Serviços Urbanos, além da participação de agentes de limpeza urbana. Foram utilizados máquinas, caminhões e caçambas para o recolhimento de entulhos
A descrição é de Orlei Cardoso.
A consultora no Espírito Santo da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses (CGARB) do Ministério da Saúde, Lesliane Amorim, também avaliou a mobilização, apontando a parceria entre Estado, regionais e municípios nas ações de vigilância, prevenção e mobilização social.
Por que a mobilização começou ainda em novembro
Desde novembro de 2025, segundo a Sesa, os municípios capixabas vinham realizando ações de enfrentamento às arboviroses, aproveitando o início do período sazonal de proliferação do Aedes aegypti. A pasta explica que, embora os casos de dengue sejam notificados em qualquer época do ano, a doença tem padrão sazonal, com aumento do número de casos e risco para epidemias principalmente a partir de outubro e novembro — o clima quente e as chuvas favorecem a proliferação do mosquito, aceleram o ciclo de vida do inseto e ampliam os focos de água parada que servem de criadouro.
Fora desse pico sazonal o Estado também registra ocorrências: em fevereiro de 2025, foi noticiado um caso de dengue tipo 3 registrado no Espírito Santo, quadro anterior e independente da mobilização de dezembro.
Quem coordena e o que segue depois do Dia D
O Dia D foi uma das ações articuladas pelo CICC – Arbovirose, estrutura que reúne diferentes áreas e instituições. As iniciativas são definidas em reuniões mensais e levadas aos municípios sob a orientação da Sesa, com apoio técnico das Superintendências Regionais de Saúde — Sul, Central, Metropolitana e Norte. O mutirão de 06 de dezembro de 2025, portanto, foi um ponto dentro de um calendário que, à época da divulgação, seguia em andamento.
O texto oficial remete ainda a uma galeria com fotos das ações, mas o endereço do material não veio junto do conteúdo republicado.
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