Projeto Rondon 2026 atende 12 cidades do Paraná até fevereiro

Começou nesta sexta-feira (23) a Operação Pé Vermelho, 99ª edição do Projeto Rondon, no Vale do Ivaí, no interior do Paraná. Até 6 de fevereiro, 252 estudantes e professores universitários de todo o país atuam em 12 municípios da região, com expectativa de atender cerca de 19 mil pessoas. É a primeira operação do projeto em 2026.

O que é o Projeto Rondon, na prática

O Projeto Rondon leva grupos de universitários e professores para trabalhar por algumas semanas em municípios com pouca estrutura e difícil acesso a serviços. Não é doação nem mutirão de obras: as equipes realizam oficinas com moradores, professores da rede local, agentes de saúde, produtores rurais e servidores das prefeituras, em temas que o município aponta como prioridade.

A ideia é que o conhecimento fique depois que a equipe for embora — por isso o formato é de capacitação, e não de atendimento pontual. O projeto existe desde 1967 e, na formatação atual, retomou as operações em 2005. De lá para cá, foram 99 operações, que segundo o balanço divulgado chegaram a cerca de 2 milhões de brasileiros.

Quais municípios são atendidos e até quando

A operação atende 12 municípios paranaenses ao mesmo tempo, todos na região do Vale do Ivaí. O material divulgado sobre a abertura cita cinco deles: Araruna, Iretama, Grandes Rios, Jardim Alegre e Rio Branco do Ivaí. Os outros sete não foram nomeados na divulgação inicial.

O prazo é curto e fechado: as atividades vão da sexta-feira (23) até 6 de fevereiro. Quem mora nas cidades atendidas e quiser participar de alguma oficina precisa procurar a prefeitura ou a equipe local, porque a agenda de cada município é montada caso a caso, conforme a demanda apresentada.

1.101 oficinas em seis áreas

A programação prevê 1.101 oficinas práticas ao longo do período, distribuídas em saúde, educação, tecnologia, meio ambiente, cultura e direitos humanos. Cada município recebe uma seleção adaptada às necessidades que apontou, o que explica a diferença de conteúdo de uma cidade para outra.

Na prática, isso costuma significar atividades curtas e aplicadas — orientação em saúde, formação para quem já trabalha na rede pública, noções de uso de ferramentas digitais, manejo ambiental e acesso a direitos —, em vez de palestras longas.

Quem pode participar como rondonista

Quem vai a campo são estudantes de ensino superior e professores, reunidos em equipes. Nesta operação são 252 rondonistas, vinculados a 25 instituições de ensino superior de diferentes estados. É por essas instituições que o estudante chega ao projeto: as equipes são formadas dentro de cada faculdade ou universidade participante, que responde pela seleção de quem vai a campo.

Na abertura oficial, na Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), o Secretário Adjunto da Sepesd, Oswaldo Gomes dos Reis Junior, tratou da união de esforços entre as instituições envolvidas. O Coordenador-Geral do Projeto Rondon, Coronel Euclides Araújo, falou do efeito da experiência sobre os próprios estudantes, que passam semanas em uma realidade distinta da que conhecem.

Quem organiza e onde fica a base

O centro base regional da Operação Pé Vermelho funciona no 30º Batalhão de Infantaria Mecanizada, em Apucarana, responsável pela logística: deslocamento das equipes entre as cidades e apoio às atividades ao longo das duas semanas. A operação conta ainda com o Governo do Paraná, as prefeituras dos municípios atendidos, o Exército Brasileiro e a Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (AMUVI).

O resultado de uma operação só aparece no fechamento, quando as equipes somam quantas pessoas passaram pelas oficinas em cada cidade. O Direto Notícias acompanhou o balanço de atendimentos do Projeto Rondon no Paraná depois do encerramento das atividades na região.

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