Saldanha da Gama conquista prata no Brasileiro de barcos longos — Direto Notícias

Saldanha da Gama conquista prata no Brasileiro de barcos longos

O Clube de Regatas Saldanha da Gama conquistou a medalha de prata na prova do 4+PR3Mix, da categoria paralímpica, no Campeonato Brasileiro Interclubes de Barcos Longos, disputado no Rio de Janeiro (RJ). Foi o melhor resultado da equipe capixaba na competição, de alcance nacional, que coloca clubes de diferentes estados na mesma raia.

Além do pódio, o clube ficou perto de novas medalhas: somou um quarto lugar em uma prova sub-23 e três quintos lugares. Outros barcos do Saldanha da Gama terminaram em sexto e em sétimo em suas respectivas provas, colocando a equipe entre as melhores do país em mais de uma disputa.

O que significa a sigla 4+PR3Mix

A prova do 4+, também chamada de quatro com, é disputada por um barco de quatro remadores acompanhados de um timoneiro — a pessoa que vai voltada para a frente, comanda a direção do casco e dita o ritmo da remada. O sinal de mais no nome da prova é exatamente a marca de que há timoneiro a bordo; as provas sem essa função levam a palavra sem na identificação.

O trecho PR3 indica a classe funcional paralímpica da tripulação: é a faixa dos remadores que usam pernas, tronco e braços no movimento completo da remada. Já Mix quer dizer misto, ou seja, a mesma embarcação leva homens e mulheres.

Por que o campeonato se chama de barcos longos

O nome descreve o tipo de embarcação que entra na água. Barco longo é o de tripulação numerosa, como o quatro com em que o clube subiu ao pódio: quanto mais remadores, mais comprido o casco e maior a exigência de sincronia. Em provas assim, o resultado depende menos da força de um atleta e mais do conjunto — um remo que entra na água fora do tempo tira velocidade do barco e o desvia da linha reta.

Por ser interclubes, a competição não coloca seleções estaduais na disputa: quem compete é a agremiação, com os atletas que ela treina e mantém. Uma prata nesse formato mede, portanto, o trabalho do próprio clube ao longo da temporada, e não o somatório do que o estado tem de melhor em cada barco.

O que o material divulgado não detalha

A divulgação da participação capixaba não traz os nomes dos integrantes da guarnição que ganhou a prata, os tempos registrados nas provas nem quantos clubes estavam inscritos em cada categoria. Também não informa as datas de disputa de cada bateria. São informações que costumam sair na súmula oficial do campeonato, publicada pela organização da prova.

Como a delegação chegou ao Rio de Janeiro

A viagem foi feita com apoio do programa Voe Atleta, iniciativa do Governo do Estado desenvolvida por meio da Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport). O programa custeia passagens aéreas para atletas e paratletas capixabas de alto rendimento que vão representar o Espírito Santo em competições nacionais e internacionais.

O apoio cobre o deslocamento, item que costuma pesar no orçamento de quem disputa calendário fora do estado — no remo, a conta ainda inclui o transporte dos barcos e dos remos até a sede da prova. Os critérios de acesso ao programa e o número de atletas atendidos nesta viagem não constam do material divulgado.

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