Pesquisa paga pelo Kwai diz que 84% vão comprar na Black Friday — Direto Notícias

Pesquisa paga pelo Kwai diz que 84% vão comprar na Black Friday

Uma pesquisa divulgada pelo Kwai aponta que 84% dos usuários ouvidos pretendem comprar durante a Black Friday. Antes de ler o número como retrato do consumidor brasileiro, vale saber como ele foi produzido: o levantamento foi encomendado pelo próprio aplicativo, aplicado dentro dele, entre 2 e 13 de junho de 2025, com 20.612 usuários ativos.

Ou seja: quem perguntou tem interesse comercial na resposta, e quem respondeu já estava usando o app quando foi consultado. O resultado descreve o comportamento declarado desse grupo — mais de 20 mil pessoas que passam o dia em vídeos curtos —, não o de quem compra no Brasil de modo geral.

Quem encomendou a pesquisa vende o espaço que ela valoriza

O material divulgado não informa margem de erro, nem como os participantes foram sorteados dentro da base de usuários, nem se as respostas foram ponderadas por região, renda ou faixa etária. Sem esses dados, o percentual não pode ser tratado como estatística de mercado: é a fotografia de um público específico, tirada pela empresa que lucra quando marcas anunciam para esse público.

Há ainda uma diferença que costuma se perder na manchete. Intenção declarada não é compra realizada. Responder que pretende comprar em novembro, em uma pergunta feita em junho, custa nada a quem responde. O que a pesquisa mede é disposição no momento do clique, não nota fiscal emitida.

O que os números dizem sobre esse público

Dentro desse recorte, a intenção se concentra em produtos de valor mais alto. Eletrônicos aparecem em 50% das respostas, roupas e acessórios em 49% e eletrodomésticos em 39%. Sete em cada dez entrevistados afirmam que vão comprar pelo menos um item entre as categorias mais citadas, lista que inclui também móveis e artigos de decoração.

O perfil etário contraria a ideia de que vídeo curto é território exclusivo de adolescente: 58% dos usuários têm mais de 36 anos. Entre os que passam dos 45, 35% dizem que pretendem gastar mais de R$ 800 em eletrodomésticos. Na faixa de 24 a 45 anos, 10% também apontam gasto acima de R$ 800.

Um quarto dos entrevistados ainda não decidiu quanto vai gastar — a indecisão chega a 28% entre as mulheres. Nesse grupo, o vídeo pesa na escolha: 39% usam o aplicativo para descobrir ofertas, 35% assistem a vídeos de pessoas testando produtos e 18% afirmam que já compraram depois de ver um anúncio no app.

A loja dentro do aplicativo e a promoção anunciada

Entre os usuários que já conhecem o Kwai Shop, a loja integrada ao aplicativo, 57% dizem que pretendem comprar direto por ali, sem sair do fluxo de conteúdo. Para a semana da Black Friday, a empresa anunciou cupons, ofertas relâmpago e descontos progressivos nas categorias mais buscadas.

A Black Friday confirma o Kwai como plataforma estratégica, onde conteúdo e comércio se unem em uma experiência integrada. A confiança dos usuários e a alta intenção de compra mostram que o modelo amadureceu.

A avaliação é do gerente-geral do Kwai For Business, Vitor Yu.

Como conferir se o desconto anunciado é real

Vale separar a promessa da promoção. Três conferências simples resolvem a maior parte dos casos e não dependem de nenhum aplicativo:

  • Acompanhe o preço antes. Anote o valor do produto que você quer nas semanas que antecedem a data e guarde a captura de tela com a data visível. Desconto real é queda sobre o preço praticado no mês anterior, não sobre um valor inflado às vésperas.
  • Compare o mesmo modelo, não o modelo parecido. Confira o código exato do produto — capacidade, geração, cor, voltagem — em pelo menos duas lojas diferentes. Variações de uma letra no nome costumam esconder outra ficha técnica.
  • Some o frete e as condições. O preço que importa é o total na tela de pagamento, com entrega e juros do parcelamento incluídos. Oferta que só vale no aplicativo, com login e cadastro obrigatórios, precisa continuar valendo a pena depois dessa conta.

Vale lembrar que a compra por vídeo tem um atalho a menos: você vê o produto na mão de outra pessoa, em um recorte curto e favorável, e decide sem tocar nele. Quanto mais rápido o caminho entre o vídeo e o pagamento, mais valor tem parar por um minuto antes de confirmar.

O direito de desistir da compra feita pela internet

Compra fechada fora da loja física — pela internet, pelo telefone ou dentro de um aplicativo — tem uma proteção que a compra presencial não tem. A legislação de defesa do consumidor prevê um prazo para desistir do negócio sem precisar apresentar motivo nem defeito: são sete dias contados da assinatura do contrato ou do recebimento do produto, o que ocorrer por último.

Na prática, isso significa que o arrependimento vale mesmo quando o produto chegou perfeito e você simplesmente mudou de ideia. Nesse caso, os valores pagos devem ser devolvidos corrigidos, incluindo o frete. Registre o pedido de cancelamento por escrito, dentro do próprio canal da loja, e guarde o número de protocolo — é ele que prova a data em que você desistiu.

Outro cuidado cresce junto com o volume de ofertas: golpes que imitam lojas e promoções reais ficam mais frequentes justamente na semana de maior movimento, e já se apoiam em ferramentas de inteligência artificial para soar convincentes. Entender como esses golpes digitais funcionam na Black Friday ajuda a reconhecer o anúncio que não é o que aparenta antes de digitar os dados do cartão.

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