Operação Pé Vermelho: simpósio prepara 99ª ação do Rondon

O simpósio que prepara a 99ª operação do Projeto Rondon foi realizado nos dias 18 e 19 de outubro de 2025, no 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado, em Apucarana, no Paraná. O encontro foi organizado pelo Departamento de Projetos Sociais do Ministério da Defesa e teve como objetivo estruturar a Operação Pé Vermelho, programada para janeiro de 2026 em doze municípios paranaenses.

A distinção entre as duas datas é o ponto que mais confunde quem lê sobre o assunto: o que aconteceu em outubro foi o planejamento, não a operação. Nenhuma equipe foi a campo em Apucarana. O trabalho nas comunidades é a etapa seguinte, marcada para janeiro de 2026, conforme o cronograma apresentado no próprio simpósio.

O que já ocorreu e o que ainda está por vir

Vale separar cada etapa com a data que o material divulgado sustenta:

  • Etapa concluída — o simpósio preparatório, nos dias 18 e 19 de outubro de 2025, no 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado, em Apucarana.
  • Etapa seguinte — a Operação Pé Vermelho, prevista para janeiro de 2026, nos doze municípios paranaenses que devem receber as equipes.

Cada número anunciado veio com uma condição própria e nenhum deles se soma a outro. O 99 é a posição da operação na contagem do Projeto Rondon, segundo a divulgação do Departamento de Projetos Sociais. O 30 não é quantidade: faz parte do nome da unidade militar que sediou o encontro. Os dias 18 e 19 pertencem ao simpósio de 2025, e janeiro de 2026, à operação. O material apresenta a Pé Vermelho tanto como a 99ª operação quanto como a primeira ação do Projeto Rondon programada para janeiro de 2026, sem detalhar como as duas contagens se relacionam.

Doze municípios paranaenses — e a lista que não foi divulgada

O número informado é de doze municípios do Paraná que receberão equipes de rondonistas. O material divulgado não nomeia quais são essas cidades, não informa quantas equipes irão a cada uma e não diz quantos estudantes participam no total. Quem procura saber se a própria cidade está entre as atendidas não encontra a resposta na divulgação do simpósio.

Como o estudante universitário participa: o que ficou de fora

Esta é a informação mais buscada por quem chega a uma notícia sobre o Projeto Rondon, e é justamente a que a divulgação do simpósio não traz. O material não informa:

  • prazo ou período de inscrição para os universitários;
  • requisitos de participação, como período do curso, área de formação ou vínculo ativo;
  • número de vagas por equipe ou por instituição;
  • endereço eletrônico, edital ou canal oficial de candidatura.

O único caminho que a divulgação descreve passa pelas Instituições de Ensino Superior selecionadas, cujos docentes estiveram no simpósio — o texto trata a seleção como já feita no momento do encontro, mas não explica o critério nem em que fase estaria a escolha dos estudantes. Na prática, quem tem interesse precisa procurar a própria universidade, porque a divulgação não abre outro canal. Nenhum site, formulário ou data de inscrição foi apresentado, e chutar um endereço aqui custaria caro a quem depende dele.

Palestras e o aplicativo usado para coletar dados em campo

A programação reuniu apresentações conduzidas por militares e por acadêmicos sobre defesa civil, saúde pública, cidadania, meio ambiente e realidades socioeconômicas regionais — os mesmos eixos em que as equipes devem atuar durante a operação.

Um dos itens apresentados foi o aplicativo WebGis, descrito como ferramenta destinada à coleta de dados em campo durante a operação. A ideia exposta no encontro é que os indicadores gerados pelo sistema permitam mensurar o alcance das ações junto às populações atendidas. É um recurso de registro: ele mede o que foi feito, e os resultados desse acompanhamento só existirão depois que a operação ocorrer.

Quem sentou à mesa do planejamento

O simpósio reuniu representantes de governos estaduais, de prefeituras e docentes das Instituições de Ensino Superior selecionadas, além dos militares responsáveis pela organização. A composição explica a função do encontro: uma operação que envolve doze municípios depende de acerto prévio sobre local de hospedagem, deslocamento, autorizações e demandas que cada prefeitura apresenta.

O Projeto Rondon é descrito na divulgação como iniciativa interministerial coordenada pelo Ministério da Defesa, que mobiliza universitários e professores — os rondonistas — para atuar em comunidades. O material do simpósio não detalha histórico, edições anteriores nem o formato das atividades previstas para cada um dos municípios paranaenses.

Por Tuili Freitas | Fotos: Sepesd

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