O Google divulgou em dezembro a sua retrospectiva de buscas de 2025, e a inteligência artificial ganhou lista própria: dez termos ligados a IA reunidos como os destaques do ano no buscador. Os nomes vão de modelos de linguagem já conhecidos do grande público a ferramentas que a maioria das pessoas nunca ouviu falar — e é justamente essa mistura que dá o tom do levantamento.
A lista responde a uma pergunta simples: o que as pessoas digitaram na busca quando quiseram entender IA em 2025. Ela não mede qualidade, não mede número de usuários e não diz qual ferramenta é melhor. Mede curiosidade — quantas vezes um nome foi procurado por quem queria saber do que se tratava.
Os dez termos de IA que aparecem no levantamento
Os termos divulgados foram:
- Gemini
- DeepSeek
- Veo 3
- NotebookLM
- Grok
- Pixverse
- Flow
- Manus
- Blackbox
- Nano Banana
Vale um cuidado de leitura: os dez aparecem apresentados como destaques do ano, sem posição numerada divulgada ao lado de cada nome. Ou seja, dá para dizer que os dez estiveram entre os mais buscados, mas não que um ficou exatamente em terceiro e outro em sétimo.
O que significa cada nome da lista
A lista traz os termos, não a descrição de cada ferramenta. O que o material sustenta sobre cada um é o seguinte:
- Gemini, DeepSeek e Grok são apresentados como modelos de linguagem, o tipo de ferramenta mais conhecido da leva atual de IA.
- Veo 3 e Pixverse são apresentados como geradores de vídeo.
- NotebookLM e Flow aparecem associados a produtividade e automação de tarefas, sem que se diga exatamente o que cada um faz.
- Manus, Blackbox e Nano Banana entram no levantamento sem descrição individual. São citados como sinal de um público que foi além da pergunta básica sobre IA.
O conjunto todo é descrito por categorias: modelos de linguagem, geradores de vídeo, plataformas de pesquisa, assistentes de código e ferramentas de nicho. O que não há é a informação de qual nome pertence a qual categoria fora dos casos acima — e essa é uma lacuna do levantamento, não algo que dê para deduzir pelo nome da ferramenta.
Modelo de linguagem, gerador de vídeo, assistente de código: o que é cada categoria
Como os termos da lista são quase todos nomes comerciais, entender as categorias ajuda mais do que decorar os nomes.
- Modelo de linguagem é o programa que responde em texto a partir de uma instrução escrita. É a categoria dos assistentes de conversa: você escreve um pedido, ele devolve um texto.
- Gerador de vídeo é a ferramenta que produz um trecho de vídeo a partir de uma descrição escrita ou de uma imagem, sem câmera e sem filmagem.
- Assistente de código é a ferramenta voltada a quem programa: sugere, completa ou corrige trechos de programação.
- Plataforma de pesquisa organiza e resume material que o usuário reúne, em vez de simplesmente responder de memória.
- Multimodalidade é o nome dado à capacidade de lidar com mais de um tipo de conteúdo ao mesmo tempo — texto, imagem, som e vídeo na mesma ferramenta.
O que a lista não informa
Antes de tirar conclusão de qualquer ranking de buscas, vale checar o recorte. Neste caso, o levantamento é do próprio buscador e cobre o ano de 2025 inteiro. O que fica de fora da divulgação:
- Recorte geográfico. O material trata os dados como retrato do interesse no país, mas não declara se a lista é do Brasil ou global.
- Critério de entrada. Não se informa se os termos entraram por volume absoluto de buscas ou por crescimento em relação ao ano anterior — dois critérios que produzem listas bem diferentes.
- Volume. Não há números de busca divulgados ao lado de cada termo.
Sem esses três dados, a lista serve para indicar quais nomes chamaram atenção, e não para medir tamanho de mercado ou adoção real de cada ferramenta.
De o que é IA para como eu uso IA
A leitura que acompanha o ranking aponta uma virada de três anos no tipo de pergunta feita ao buscador: 2023 foi o ano da descoberta da IA, 2024 o da adoção em massa e 2025 o ano em que ela passou a aparecer nas buscas como assunto do cotidiano.
A mudança está no que se digita. Em vez da pergunta genérica sobre o que é inteligência artificial, passaram a predominar buscas por nomes específicos de ferramentas — sinal de quem já sabe que a tecnologia existe e quer saber qual usar.
como eu uso IA para resolver meus problemas reais
A formulação é da análise divulgada junto com o ranking, para descrever o tipo de busca que passou a predominar.
Como aproveitar a lista na prática
Para quem só quer se situar, a lista funciona como ponto de partida de pesquisa, não como recomendação. Três cuidados ajudam:
- Busca alta não é atestado de qualidade. Um nome pode subir no ranking por polêmica, por lançamento barulhento ou por viral, sem que a ferramenta seja a mais indicada para o seu caso.
- Comece pela categoria, não pelo nome. Definir se você precisa de texto, de vídeo ou de apoio a programação reduz a lista de dez para dois ou três candidatos.
- Ferramenta de nicho exige teste. Os nomes menos conhecidos do levantamento não vêm com descrição, e a única forma de saber se servem é experimentar antes de depender delas.
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