Uma sofisticada rede criminosa especializada em fraudes jurídicas foi desarticulada após investigações que revelaram um esquema de alcance nacional. Primeiramente, os golpistas vasculhavam dados públicos do Poder Judiciário para identificar vítimas com créditos a receber, e então se passavam por seus advogados para extorquir dinheiro.
De fato, a Polícia Civil do Espírito Santo conduziu a operação no município de Maracanaú, no Ceará, no final de outubro. Consequentemente, um homem de 25 anos foi preso, e mandados de busca e apreensão foram executados contra outros suspeitos envolvidos no esquema.
Criminosos clonavam perfis de advogados reais
O método utilizado pela quadrilha era meticulosamente planejado. Em outras palavras, os fraudadores criavam perfis falsos em aplicativos de mensagens utilizando fotografias de advogados verdadeiros. Além disso, alegavam ter trocado de número telefônico para ganhar a confiança das vítimas.
Nesse sentido, após estabelecer contato, os criminosos enviavam comunicados forjados informando sobre supostos valores disponíveis para saque. Dessa forma, condicionavam a liberação do dinheiro ao pagamento antecipado de taxas que variavam entre R$ 1.000 e R$ 3.000.
Vítima chegou a transferir mais de R$ 100 mil
Caso a pessoa realizasse o primeiro depósito, novas cobranças eram impostas sucessivamente. Por exemplo, uma das vítimas acumulou prejuízos superiores a R$ 100 mil. Na maioria dos casos, porém, os lesados procuravam as autoridades após perdas de até R$ 5 mil.
Certamente, o aspecto mais alarmante revelado pelas investigações foi a estrutura empresarial do golpe. Ou seja, um criminoso experiente desenvolveu toda a metodologia fraudulenta e a comercializava mediante comissão para interessados em aplicá-la.
Quatro suspeitos já são réus em ação penal
A operação contou com apoio da Polícia Civil do Ceará e do Centro de Inteligência e Análise Telemática. Assim sendo, o Ministério Público do Espírito Santo já denunciou todos os envolvidos. Além do preso, um jovem de 21 anos permanece foragido, enquanto duas mulheres respondem em liberdade.
Finalmente, o delegado-geral José Darcy Arruda fez um alerta fundamental à população: sem dúvida, ao receber qualquer comunicação sobre valores judiciais, o cidadão deve contatar diretamente seu advogado antes de efetuar qualquer pagamento.
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