Seu cão pisca demais? Pode ser olho seco

Primeiramente, imagine um incômodo constante nos olhos do seu pet, algo que começa de forma silenciosa e, sem tratamento, pode roubar a visão dele. De fato, a ceratoconjuntivite seca, popularmente chamada de olho seco em cães, é exatamente esse tipo de ameaça disfarçada de sintoma banal.

Consequentemente, muitos tutores demoram a buscar ajuda, confundindo sinais iniciais com irritações passageiras. Dessa forma, a doença avança e causa danos graves à córnea.

Por que a lágrima é tão vital para os cães?

A lágrima protege, nutre e lubrifica toda a superfície ocular. Quando sua produção cai ou perde qualidade, a inflamação se instala rapidamente. Além disso, a córnea desidratada fica vulnerável a úlceras profundas e infecções secundárias, conforme explica Andréa Barbosa, doutora em Oftalmologia Veterinária pela USP e coordenadora de Oftalmologia do Grupo Petcare.

Quais raças correm maior perigo?

Certamente, a predisposição genética pesa bastante. Shih tzu, lhasa apso, bulldog, pug, yorkshire terrier e boston terrier estão entre os mais afetados. Por outro lado, cães acima de dez anos também enfrentam risco elevado, independentemente da raça. Nesse sentido, filhotes de linhagens predispostas merecem atenção redobrada desde cedo.

Sinais de alerta que exigem ação imediata

Olhos avermelhados, secreção persistente, piscar excessivo e pálpebras semicerradas são indícios importantes. Em outras palavras, nenhum acúmulo de secreção deve ser considerado normal, nem mesmo em raças braquicefálicas. Portanto, diante desses sintomas, procure um oftalmologista veterinário sem demora.

Como funciona o tratamento dessa condição?

O manejo envolve lubrificantes oculares e imunomoduladores como ciclosporina ou tacrolimus, que estimulam a produção lacrimal. Assim sendo, antibióticos tópicos entram no protocolo quando há infecção bacteriana. Em casos refratários, alternativas cirúrgicas são consideradas. Ou seja, trata-se de uma condição crônica controlável, jamais curável.

Prevenção: o melhor caminho para proteger a visão

Sem dúvida, exames oftálmicos periódicos em raças vulneráveis fazem toda a diferença. Além disso, observar atentamente qualquer vermelhidão ou desconforto permite intervenções precoces. Finalmente, evite colírios humanos ou receitas caseiras, pois agravam a inflamação e atrasam o diagnóstico correto.

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