Primeiramente, imagine trocar a rotina de quartéis pelo desafio de escalar postes e conectar redes elétricas. De fato, essa é a realidade de 60 jovens militares que concluíram o curso de Eletricista de Rede de Distribuição por meio do Projeto Soldado Cidadão. A iniciativa transforma o período do serviço militar obrigatório em trampolim para o mercado de trabalho.
Dessa forma, integrantes da Marinha e do Exército receberam capacitação técnica voltada ao setor elétrico durante aproximadamente dois meses. As turmas foram distribuídas entre Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará, com 20 formandos em cada estado.
Cerimônia no Rio celebra nova fase profissional
Nesse sentido, a formatura carioca aconteceu na quarta-feira (17), na sede da Enel Brasil, parceira estratégica do projeto. Além disso, o evento reuniu autoridades como o Coronel Alexandre Oliveira Escaleira, representante do Comando Militar do Leste, e Francesco Moliterni, presidente da Enel Distribuição Rio. Representantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro também marcaram presença.
Seleção priorizou jovens em vulnerabilidade social
Por outro lado, nem todos os militares puderam participar. Consequentemente, a seleção dos alunos considerou critérios rigorosos de disciplina, vocação e desempenho profissional. Certamente, a prioridade foi direcionada àqueles em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica, ampliando o impacto social da qualificação.
O marinheiro Patrick Mello, do Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha, exemplifica esse impacto. Em outras palavras, ele confessou preocupação com o futuro após o serviço militar. “Sou muito grato pela qualificação alcançada e pelos contatos feitos”, declarou o jovem.
Duas décadas e 300 mil profissionais formados
Assim sendo, o Projeto Soldado Cidadão acumula 20 anos de atuação e cerca de 300 mil egressos qualificados. Os cursos abrangem áreas como telecomunicações, informática, comércio e ensino profissional marítimo, sempre alinhados às demandas regionais.
Finalmente, a iniciativa conta com apoio direto das Forças Armadas e demonstra que o serviço militar obrigatório pode ir além da defesa nacional. Sem dúvida, ao capacitar jovens para setores estratégicos como o elétrico, o programa constrói pontes sólidas entre a vida militar e oportunidades civis concretas.
Foto: Sargento Lucas Goulart e Soldado Igor Moraes / Comando Militar do Leste
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