Uma operação integrada entre forças de segurança e a concessionária de energia desmascarou, na última segunda-feira (05), um esquema de furto de energia elétrica em pleno Centro de Viana. Primeiramente, o que chamou atenção foi a ousadia da irregularidade, mantida por anos sem qualquer medição oficial.
De fato, o estabelecimento funcionava como sorveteria e mercearia, consumindo eletricidade sem que houvesse registro no sistema da distribuidora. Consequentemente, a descoberta gerou desdobramentos criminais e financeiros para os envolvidos.
Perícia confirmou caixas de energia sem medição
Equipes da Polícia Civil, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), atuaram em conjunto com peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Científica e técnicos da EDP. Nesse sentido, os profissionais se dirigiram ao local após receberem denúncia sobre o consumo irregular de energia.
Os peritos forenses analisaram as instalações elétricas e identificaram caixas operando sem qualquer medição. Ou seja, a energia era consumida de forma totalmente clandestina. Além disso, a concessionária revelou que um pedido de nova ligação havia sido rejeitado desde 2016.
Inquilino alega desconhecer irregularidade
Um homem de 44 anos, responsável pelo comércio, compareceu espontaneamente à delegacia. Segundo ele, o imóvel estava alugado há aproximadamente um ano, e os pagamentos do aluguel estavam em dia. Dessa forma, ele atribuiu a responsabilidade pela regularização elétrica ao proprietário do espaço, um idoso de 69 anos.
Por outro lado, as autoridades seguem investigando para determinar quem efetivamente sabia da situação irregular. Certamente, ambos os envolvidos deverão prestar novos esclarecimentos ao longo do inquérito.
Energia cortada e prejuízo a ser ressarcido
A EDP desligou imediatamente o fornecimento e removeu a ligação clandestina. Os técnicos elaboraram o Termo de Ocorrência e Inspeção (TOI), documentando todas as irregularidades. Assim sendo, além do inquérito criminal instaurado, o responsável terá que ressarcir os valores não faturados.
Finalmente, conforme resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os custos administrativos da distribuidora também serão cobrados. Sem dúvida, o caso serve de alerta para comerciantes que mantêm instalações elétricas irregulares, prática que configura crime e gera pesadas consequências legais e financeiras.
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