De fato, o cenário da inteligência artificial generativa está passando por uma reviravolta histórica. Primeiramente, vale destacar que o ChatGPT detinha 86,7% do mercado global em janeiro de 2025. Doze meses depois, essa fatia despencou para 64,5%, ou seja, uma queda superior a 20 pontos percentuais em ritmo acelerado.
Em contraste, o Gemini do Google saltou de modestos 5,7% para impressionantes 21,5% no mesmo período. Consequentemente, Sam Altman declarou “código vermelho” interno, pausando projetos de monetização para proteger o produto principal da OpenAI.
Multimodalidade nativa muda as regras do jogo
Certamente, a diferença arquitetural entre as plataformas explica parte dessa migração. O ChatGPT orquestra modelos especializados separados para cada tarefa. Por outro lado, o Gemini processa texto, imagem, áudio e vídeo simultaneamente num único sistema integrado. Dessa forma, o raciocínio entre diferentes formatos flui sem atrito.
Distribuição massiva é a verdadeira arma do Google
Além disso, a estratégia vai muito além da qualidade técnica. O Gemini está embutido no Android, Chrome, Gmail, Docs e Sheets. Nesse sentido, bilhões de pessoas acessam a ferramenta sem precisar visitar um site separado. Assim sendo, enquanto o ChatGPT funciona como destino isolado, o concorrente opera como infraestrutura ambiente.
OpenAI enfrenta fragilidades estruturais graves
Por exemplo, a empresa não possui navegador, sistema operacional nem mecanismo de busca próprio. Portanto, depende de parcerias onde não controla a experiência completa. Sem dúvida, o Google ainda leva vantagem ao subsidiar o Gemini com receitas publicitárias, sem necessidade de lucro imediato com IA.
Três caminhos possíveis para a OpenAI sobreviver
Isto é, a empresa pode apostar em especialização empresarial vertical, lançar o GPT-5 com capacidades revolucionárias ou aprofundar a parceria com a Microsoft. Finalmente, a história da tecnologia mostra que pioneiros raramente dominam mercados a longo prazo. Em outras palavras, distribuição massiva combinada com produto suficientemente bom quase sempre supera tecnologia superior porém isolada.
A batalha pela supremacia em inteligência artificial generativa está apenas começando, e as próximas decisões estratégicas definirão quem realmente liderará esse mercado trilionário.
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