Primo da família planejou emboscada mortal em festa

Um crime brutal chocou moradores de Cobilândia, em Vila Velha, quando um jovem de 21 anos foi executado a tiros durante uma comemoração de aniversário. Primeiramente, o que parecia ser uma celebração tranquila transformou-se em cena de tragédia no dia 23 de agosto do ano passado.

De fato, a investigação conduzida pela DHPP de Vila Velha revelou detalhes surpreendentes sobre a dinâmica do assassinato. O principal suspeito, de 20 anos, era justamente primo da esposa da vítima e estava presente na mesma festa.

Suspeito usou parentesco para se aproximar do alvo

Segundo o delegado adjunto Cleudes Júnior, ao perceber a presença da vítima na celebração, o suspeito abandonou o local discretamente. Em outras palavras, dirigiu-se a um comércio próximo e pediu que familiares ocultassem seu paradeiro, já que mantinha desavenças antigas com o jovem assassinado.

Além disso, enquanto permanecia escondido, o investigado trocou mensagens pelo celular com o comparsa de 18 anos. Consequentemente, uma emboscada foi articulada em questão de minutos, sem que a vítima suspeitasse de qualquer perigo.

Bicicletas foram usadas na fuga após os disparos

Dessa forma, o suspeito retornou ao local montado em uma bicicleta e posicionou-se estrategicamente onde não pudesse ser avistado. Nesse sentido, o segundo envolvido chegou também pedalando e sinalizou com gestos para o comparsa.

Assim sendo, o atirador surgiu por trás de uma construção, surpreendeu a vítima pelas costas e efetuou os disparos fatais. Ambos fugiram pedalando rumo ao bairro Jardim Marilândia.

Confissão revelou guerra entre facções do tráfico

Cerca de dois meses depois, a Operação Espreita resultou na prisão dos dois suspeitos em Jardim Marilândia, no dia 24 de outubro. Por outro lado, durante depoimento, o autor confesso revelou que o crime teve motivação ligada à disputa territorial entre pontos de venda de drogas no bairro.

Certamente, a rixa se intensificou após a vítima repreender o suspeito por ter deixado a região. Ou seja, ambos pertenciam a grupos rivais do tráfico, e a vítima já possuía antecedentes criminais.

Inquérito concluído e encaminhado à Justiça

Finalmente, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo. Portanto, os dois indivíduos permanecem custodiados no sistema prisional, à disposição da Justiça, aguardando desdobramentos processuais.

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