Primeiramente, a nutrição adequada pode transformar a qualidade de vida de felinos diagnosticados com problemas nos rins. Dessa forma, especialistas reunidos na VMX 2026, em Orlando, trouxeram evidências atualizadas sobre o tema.
A médica-veterinária Camille Torres, da Colorado State University, apresentou diretrizes práticas durante o evento. De fato, a profissional é certificada pelo Conselho Americano de Praticantes Veterinários em nutrição e medicina felina.
Desnutrição silenciosa ameaça felinos doentes
A doença renal crônica em gatos provoca acúmulo de toxinas urêmicas e elevação do fósforo sanguíneo. Consequentemente, o animal perde apetite de maneira gradual, dificultando a percepção pelos tutores. Em outras palavras, a desnutrição se instala lentamente, gerando perda de peso e massa muscular progressiva.
Além disso, quadros avançados resultam em anemia e queda das proteínas séricas. Portanto, antes de oferecer alimento, é fundamental estabilizar o paciente com fluidoterapia e reposição de eletrólitos. Sondas nasogástricas ou esofágicas tornam-se aliadas quando o gato recusa comida voluntariamente.
Proteína exige equilíbrio individualizado
Certamente, a questão proteica gera intenso debate na nefrologia felina. Nesse sentido, Torres destacou que não existe fórmula universal. Por exemplo, alguns gatos perdem massa magra rapidamente com restrição, enquanto outros toleram bem a redução.
Por outro lado, dietas hiperproteicas podem acelerar a hiperfiltração glomerular e intensificar a inflamação renal. Assim sendo, a qualidade da proteína importa tanto quanto a quantidade. Fontes altamente digestíveis permitem menor volume ingerido sem comprometer aminoácidos essenciais.
Fósforo e micronutrientes fazem a diferença
O controle do fósforo dietético é igualmente decisivo no manejo nutricional renal. Sem dúvida, a hiperfosfatemia agrava o quadro clínico e reduz ainda mais o apetite. Dessa forma, quelantes de fósforo complementam dietas específicas quando necessário.
Finalmente, ácidos graxos ômega-3 e antioxidantes comprovadamente reduzem inflamação e proteinúria. A introdução precoce da dieta renal facilita a aceitação pelo paciente. Isto é, quanto antes o tutor adaptar a alimentação, melhores serão os resultados a longo prazo para o felino.
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