Seu pet comeu uva? O perigo renal é maior do que você imagina

Primeiramente, é fundamental entender que substâncias aparentemente inofensivas podem devastar os rins de cães e gatos. De fato, a palestra de encerramento do quinto dia da VMX 2026, realizada em Orlando, trouxe revelações alarmantes sobre substâncias tóxicas para os rins dos animais de companhia.

A apresentação ficou a cargo da médica-veterinária Tina Wismer, diplomada pela American Board of Toxicology. Nesse sentido, a especialista detalhou como toxinas diretas atacam os túbulos renais, enquanto as indiretas provocam hemólise e rabdomiólise secundária.

O ácido tartárico das uvas destrói rins caninos

Certamente, poucas pessoas sabem que as uvas contêm cerca de 2% de ácido tartárico. Em outras palavras, essa concentração é 250 vezes maior que a encontrada em cerejas. Consequentemente, a ingestão provoca degeneração e necrose dos túbulos renais proximais em cães, com vômitos surgindo entre seis e 48 horas. Além disso, a creatinina dispara em apenas 12 horas, tornando o tratamento precoce essencial.

Lírios representam sentença de morte para gatos

Por outro lado, os felinos enfrentam ameaça mortal nos gêneros Lilium e Hemerocallis. Todas as partes dessas plantas destroem células epiteliais tubulares. Dessa forma, o tratamento com fluidoterapia agressiva antes de 18 horas oferece prognóstico excelente. Porém, é importante destacar que plantas como lírio-da-paz e copo-de-leite não causam insuficiência renal.

Vitamina D em excesso calcifica órgãos internos

Assim sendo, o colecalciferol presente em rodenticidas e suplementos humanos também merece atenção. A dose mínima tóxica em cães é apenas 0,1 mg/kg. Por exemplo, a substância eleva drasticamente o cálcio corporal, mineralizando tecidos moles e comprometendo a função renal. O tratamento inclui bifosfonatos e monitoramento rigoroso.

Anticongelante e anti-inflamatórios também lesionam

Finalmente, Wismer alertou sobre o etilenoglicol, que forma cristais de oxalato nos rins, e os AINEs, que inibem prostaglandinas renais. Portanto, a descontaminação precoce e a fluidoterapia continuam sendo as estratégias mais eficazes para preservar a saúde renal dos pets.

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