Primeiramente, uma revelação alarmante sacudiu o Congresso nesta quinta-feira (5). De acordo com o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), as fraudes em empréstimos consignados a aposentados podem superar os R$ 7 bilhões já identificados nos descontos associativos. O problema central, segundo ele, é a ausência total de fiscalização efetiva.
Dessa forma, o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller, expôs um cenário crítico: são 65,35 milhões de contratos vinculados a 44 milhões de beneficiários, movimentando R$ 5,45 bilhões mensais — sem controle adequado.
Bancos sob suspeita ignoram regras básicas
Nesse sentido, Gaspar apresentou um levantamento da Secretaria Nacional do Consumidor listando as instituições mais denunciadas: C6 Consignado, PicPay, Santander, Crefisa, BMG, Agibank, Daycoval, PAN, Master e Facta. Em contraste com a gravidade das acusações, pedidos de convocação de C6, PicPay, Crefisa e Santander foram barrados pela base governista.
Consequentemente, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) questionou publicamente quem estaria protegendo essas instituições financeiras dentro da própria comissão.
Banco Master acumula 251 mil contratos irregulares
Por outro lado, Waller revelou que o Banco Master mantinha 324 mil contratos consignados, dos quais 251 mil não possuíam comprovação regular. Assim sendo, o INSS suspendeu repasses à massa liquidante e estabeleceu prazo até 12 de fevereiro para regularização.
Além disso, o programa Meu INSS Vale Mais, operado pelo PicPay, foi extinto em agosto de 2025 após denúncias de cobranças indevidas aos segurados.
Fiscalização só começou em abril de 2025
Certamente o dado mais perturbador foi a admissão de Waller: a fiscalização dos consignados simplesmente não existia antes de abril de 2025. Ou seja, durante anos, empréstimos foram concedidos até a crianças e pessoas falecidas sem qualquer verificação. Atualmente, biometria obrigatória e auditorias externas integram as novas exigências.
CPMI promete resultados concretos até o fim
Finalmente, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) garantiu que a investigação não terminará sem consequências. De fato, a comissão já analisou 4.800 documentos, aprovou 48 quebras de sigilo e identificou 108 associações fraudulentas. Sem dúvida, os aposentados brasileiros aguardam justiça.
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