Antes de mais nada, com o problema do COVID-19 e a greve dos Correios, o Mercado Livre busca sua independência com sua própria frota de aeronaves. E, ao que tudo indica, tal transportadora aérea de cargas muito provavelmente irá se chamar “MELI Air”. De antemão, seria uma frota de quatro aviões.
Nesse sentido, sendo o Mercado Livre a maior plataforma de comércio eletrônico e serviços da América Latina, tem condições para tamanho passo. Dessa forma, a empresa acredita que a aquisição de aeronaves irá agilizar consideravelmente as entregas de seus produtos comercializados pela internet.
Nesse meio tempo, o Mercado Livre pretende disponibilizar a linha de transporte aéreo ainda a tempo para as vendas da Black Friday, no ímpeto de compensar a queda das vendas devido ao COVID-19.

A pretensa nova operadora de transportes de cargas aéreas, a princípio, irá fazer o transporte dos produtos armazenados nos centros de distribuição de Louveira e Cajamar, em São Paulo, e Lauro de Freitas, na Bahia, no período de toda a semana, incluindo sábados e domingos. A maior aeronave até então será um Boeing 737-400F, a cargo da Sideral Linhas Aéreas. Juntamente com a MELI Air e com o novo centro de distribuição em Lauro de Freitas, na Bahia, o Mercado Livre ainda tem novos planos para ampliar sua rede logística, com investimentos de aproximadamente R$ 4 bilhões, tão somente no Brasil. Tal valor expressivo seria justificado devido à expansão e crescimento de vendas pelo comércio eletrônico, por causa da pandemia, e principalmente devido ao aparecimento e crescimento de concorrentes como Magazine Luiza e Via Varejo, que são controladoras das Casas Bahia e do Ponto Frio.

Nesse ínterim, o Mercado Livre busca crescer, e não se acomodar. Ao passo que deixa claro que busca ter uma frota de logística aérea própria, dentro de um modelo denominado Fulfillment, que é quando a própria empresa se responsabiliza por todo o processo logístico, desde o vendedor do “marketplace”, ao estoque dos produtos, até o pós-venda, que foi um caminho tomado desde 2016 pela gigante norte-americana Amazon, que já opera, até o presente momento, com uma frota de 80 aeronaves modelo Boeing 767-300.
De acordo com as palavras de Leandro Bassoi, o vice-presidente de Mercado Envios (braço logístico da empresa), a empresa quer se tornar a portadora da melhor estrutura logística:
“Queremos ter a melhor logística do Brasil e aumentar o número de entregas no dia seguinte. A ampliação consistente e robusta da nossa malha logística é decisiva para a manutenção da excelência do atendimento e satisfação do consumidor final – tanto vendedores quanto compradores”.
(Leandro Bassoi, o vice-presidente de Mercado Envios)
Igualmente, Leandro Bassoi ainda deixa explícitas pretensões de crescimento:
“Além de melhorar a experiência de compra no Brasil, esperamos que a iniciativa contribua para o aumento do reconhecimento visual da marca associado aos atributos de confiança e eficiência logística”.
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