Navio veleiro de três mastros com todas as velas brancas abertas navegando em mar aberto

Icônico NVe Cisne Branco (U-20) em Guarapari – ES

Desde já, chegou às lindas e cálidas águas litorâneas de Guarapari, no Espírito Santo, o Navio Escola da Marinha do Brasil, NVe Cisne Branco (U-20). E com toda a sua majestade e encanto, lançou âncora precisamente no centro da bela e tranquila enseada da Praia do Morro.


Do mesmo modo, majestosamente se pôs a servir como mais um instantâneo maravilhoso, como um verdadeiro cartão-postal, que indubitavelmente ajudou a embelezar ainda mais a paisagem já linda do recorte geográfico da Praia do Morro, como se fosse uma pintura viva, em que se somavam as maravilhas das belezas locais, desse inigualável litoral, tão cheio de belezas indescritíveis e maravilhosas. E que, como sabemos, é dotado maravilhosamente de uma fauna marinha entre as mais ricas e biodiversas do mundo.

Logo depois, já ao surgirem os primeiros raios de sol do amanhecer da manhã seguinte, assim como também durante todo o sábado, 12 de dezembro de 2020, o NVe Cisne Branco (U-20) se encontrava majestosamente ancorado no centro da enseada da Praia do Morro, que é uma das mais famosas do litoral, não apenas espírito-santense, mas também uma das mais lindas e famosas praias do litoral brasileiro. Parado e fundeado no centro da enseada, embelezando de forma singular o visual para os turistas, moradores e principalmente para os banhistas. E esses, por sinal, tanto ficavam encantados com a presença exuberante do magnífico e histórico navio, cuja história é tão relevante para as tradições históricas da gloriosa marinha de Tamandaré. No entanto, para a tristeza geral de grande parte dos admiradores da temática, assim como a dos apreciadores de lindas paisagens, o Navio Escola da Marinha do Brasil, NVe Cisne Branco (U-20), no domingo, dia 13 de dezembro de 2020, já não se fazia mais presente na enseada da maravilhosa e linda Praia do Morro, em Guarapari.

Para que serve o navio-escola da Marinha do Brasil

Frequentemente, mais conhecida popularmente como Cisne Branco, a bela nave marítima é um Navio Veleiro da Marinha de Guerra do Brasil, atuando, entre uma de suas atribuições, com a função de navio escola e também de navio de diplomacia militar, assim como a de relações públicas da Marinha e do Brasil, viajando o mundo todo, não apenas treinando os futuros oficiais da Marinha do Brasil, mas também levando a bandeira nacional, representando o Brasil em várias partes do mundo afora.

Navio veleiro de três mastros com todas as velas brancas abertas navegando em mar aberto

Uma outra de suas funções e missões é a de representar o Brasil nos eventos náuticos tanto nacionais quanto internacionais, divulgando, tanto no universo militar quanto no universo civil, a mentalidade marítima na sociedade civil brasileira, em vários dos países amigos a serem visitados. Além, é claro, de preservar as mais nobres e honoráveis tradições navais. E, além disso, ocasionalmente também é utilizado como Navio Escola.

Como e quando o Cisne Branco foi construído

Todavia, o projeto desse ícone da Marinha do Brasil foi inspirado nos navios clippers construídos no final do século XIX. Além do mais, a referida embarcação foi devidamente encomendada pela Marinha do Brasil para as comemorações dos 500 anos do descobrimento do Brasil, e foi construída no estaleiro holandês da Damen Shipyard, em um tempo recorde de um ano e três meses, e teve a quilha batida (batizada) no dia 9 de novembro de 1998, sendo lançada ao mar no dia 4 de agosto de 1999. Sendo entregue no dia 4 de fevereiro de 2000 e incorporada à Armada Nacional em 9 de março de 2000, no dia da largada da Regata Internacional Comemorativa aos 500 Anos do Descobrimento do Brasil, ocorrida em Lisboa, Portugal. No mesmo dia comemorativo da partida da esquadra capitaneada por Pedro Álvares Cabral, no intuito de buscar um caminho português para as Índias. Parando Cabral sua esquadra comitiva justamente na costa brasileira.

Nesse sentido, essa atual embarcação, o NVe Cisne Branco (U-20), é a terceira embarcação e o segundo veleiro a ostentar esse nome na Armada Brasileira, justamente em homenagem ao Hino da Marinha Brasileira, exatamente com esse mesmo título homônimo.

Da mesma forma, em heráldica (termo que se refere, simultaneamente, à ciência e à arte de descrever os brasões de armas ou escudos e figuras), o cisne significa uma feliz travessia e um bom augúrio (profecia ou presságio, feita pelos áugures, sacerdotes romanos, a partir do canto e do voo das aves.)

O NVe Cisne Branco (U-20) e o seu navio gêmeo, o Stad Amsterdã.


Ficha técnica do NVe Cisne Branco (U-20)

Característica Medida
Comprimento total 76,00 m
Boca (largura) 10,50 m
Calado 4,80 m
Deslocamento 1 038 t
Altura do mastro grande 46,40 m
Armação galera
Área vélica (máxima) 2 195 m²
Velas redondas 15
Velas latinas 10 (9 Stay sails – 1 Spanker)
Velas auxiliares 6 (Stun Sails)
Vela de mau tempo 1
Velocidade máxima a vela 17,5 nós (32 km/h)
Propulsão auxiliar 1 motor diesel 1001hp a 1800 rpm (equipado com Bow-Thruster.)
Velocidade máxima a motor 11 nós (20 km/h)
Sensores 1 radar de navegação Furuno FR 1510 Mk-3
Emprego representação e instrução

Tripulação

  • Comandante: Capitão-de-Mar-e-Guerra;
  • Oficialidade: 9;
  • Guarnição: 41;
  • Tripulantes em treinamento: 31.

Dessa forma, em conclusão, apresentamos a belíssima canção da Marinha de Guerra do Brasil “Cisne Branco”:

Sobre Marcelo de Medeiros

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