A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) prendeu três homens suspeitos de envolvimento na morte do vereador de Governador Lindenberg, Leomar Cazotti Mandato, de 43 anos. As prisões aconteceram na quarta-feira (16), durante a Operação “Lista Negra II”, conduzida pela Delegacia Especializada de Armas e Munições (Desarme) com mandados cumpridos em duas cidades do Espírito Santo e em uma do interior de São Paulo.
O crime foi registrado no dia 30 de agosto do ano passado, durante um evento político no município de Governador Lindenberg. Os três homens presos nesta etapa têm 26, 28 e 38 anos e estão à disposição da Justiça. Nenhum deles foi julgado: são investigados, e a apuração segue em andamento.
São cinco presos no inquérito, três deles nesta operação
A contagem é o ponto que costuma se perder no noticiário sobre casos assim, e vale separar. As três prisões desta quarta-feira (16) não são as primeiras: outras duas já haviam sido feitas em maio. Quem detalhou o total foi o titular da Desarme, delegado Guilherme Eugênio Rodrigues.
“Até o momento, cinco pessoas foram presas no âmbito do inquérito policial que apura o crime. As duas primeiras prisões ocorreram em 30 de maio deste ano. Um homem foi preso em Cariacica, no bairro Nova Rosa da Penha, e outro em Moacir Avidos, distrito de Governador Lindenberg”, disse o delegado.
Somadas, portanto, são cinco pessoas presas no inquérito que apura o homicídio — duas em 30 de maio deste ano e três na operação desta semana.
Onde a polícia cumpriu os mandados
As diligências foram realizadas em Brejetuba e Governador Lindenberg, no Espírito Santo, e em Rio Claro, no interior de São Paulo. Os policiais cumpriram mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, expedidos no âmbito da investigação sobre a autoria do homicídio.
A ação foi coordenada pela Desarme e contou com o apoio de outras unidades da Polícia Civil, no Espírito Santo e em São Paulo:
- Delegacia de Polícia (DP) de Brejetuba;
- Delegacia de Polícia (DP) de Governador Lindenberg;
- Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Colatina;
- Delegacia de Polícia (DP) de Marechal Floriano;
- Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Claro/SP, que viabilizou o cumprimento fora do Espírito Santo.
“Essa operação só foi possível graças à integração e colaboração entre as unidades, que atuaram de forma coordenada e estratégica, no cumprimento dos mandados. O comprometimento de todos os policiais envolvidos demonstra, mais uma vez, a força do trabalho conjunto no enfrentamento ao crime”, destacou o delegado Guilherme Eugênio Rodrigues.
O que faz cada delegacia envolvida
Os nomes das unidades explicam a divisão do trabalho. A Desarme é a delegacia especializada da Polícia Civil voltada a crimes que envolvem armas de fogo e munição. A DHPP, sigla de Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa, é a unidade dedicada aos crimes contra a vida e aos casos que envolvem risco à integridade das pessoas — no caso do vereador, o apoio veio da DHPP de Colatina.
Já as delegacias de polícia de cada município entram com o conhecimento local e a estrutura para cumprir mandados no próprio território, o que explica a presença das unidades de Brejetuba, Governador Lindenberg e Marechal Floriano na mesma ação.
Essa especialização em crimes contra a vida aparece em outras ações da Polícia Civil pelo Estado. Em agosto, num caso distinto e sem relação com este, a DHPP prendeu dois suspeitos de envolvimento em homicídio em Guarapari — um exemplo, mais perto do leitor da região, do tipo de investigação que essas delegacias conduzem.
O que significa prisão temporária
Os mandados cumpridos na operação são de prisão temporária, e a diferença importa. Ela é determinada pela Justiça por um prazo definido, ainda na fase de investigação, para que a apuração possa ser concluída sem prejuízo. Não é condenação nem cumprimento de pena: quem é preso assim não foi julgado.
É por isso que os três presos estão à disposição da Justiça: cabe ao juiz decidir sobre a manutenção da prisão, sobre a soltura ou sobre a conversão para outra medida. O inquérito policial, etapa em que a polícia reúne provas e aponta indícios de autoria, é anterior à acusação formal e ao julgamento. Até lá, os cinco presos no caso permanecem na condição de suspeitos.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam. Não foram divulgados os nomes dos três presos nesta ação nem detalhes sobre a participação atribuída a cada um.
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