Primeiramente, é preciso derrubar um mito muito popular entre tutores: nem todo animal de estimação nasce sabendo nadar. De fato, essa crença amplamente difundida pode colocar cães e gatos em situações de risco real, especialmente perto de piscinas, lagos e praias.
Segundo a médica-veterinária Larissa Canavezi Pereira, do Hospital Veterinário Taquaral, o que os pets possuem é apenas um reflexo instintivo de movimentar as patas ao entrar em contato com a água. Ou seja, trata-se de um mecanismo de sobrevivência, não de uma habilidade completa. Consequentemente, aspectos como controle respiratório, orientação e resistência aquática precisam ser desenvolvidos ao longo do tempo.
Algumas raças nadam melhor que outras
Nesse sentido, determinadas raças caninas apresentam aptidão natural para atividades aquáticas. Por exemplo, golden retriever, labrador, poodle, cão de água português, setter irlandês e terranova são considerados excelentes nadadores. Em contraste, raças braquicefálicas como bulldog, pug e shih-tzu enfrentam grande dificuldade na água. Dessa forma, esses cães devem sempre utilizar colete salva-vidas durante qualquer contato aquático.
Gatos e água: uma relação complicada
Por outro lado, a maioria dos felinos evita água e pode desenvolver estresse intenso ao nadar. Certamente existem exceções notáveis, como as raças turco van e bengal, conhecidas por apreciar ambientes aquáticos voluntariamente. Assim sendo, cada animal deve ser avaliado individualmente antes de qualquer exposição.
Aulas e supervisão fazem toda a diferença
Além disso, a especialista recomenda apresentar a água de maneira gradual, supervisionada e positiva. Portanto, ensinar ao pet onde fica a saída da piscina e utilizar rampas ou flutuadores são medidas essenciais para prevenir afogamentos. Sem dúvida, enxaguar o corpo do animal após o banho de piscina também é fundamental, pois o cloro pode provocar irritações cutâneas.
Filhotes perdem a capacidade de nadar?
É importante esclarecer que os pets não perdem o reflexo de remar ao crescer. No entanto, animais que não foram expostos positivamente à água durante a fase jovem podem desenvolver medo. Finalmente, a orientação profissional é clara: jamais deixe seu pet sem vigilância próximo a qualquer corpo d’água, independentemente da raça ou idade.
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