2 comércios flagrados furtando energia em Itapemirim

Uma operação conjunta entre forças de segurança e a concessionária de energia desmascarou, primeiramente, um esquema de ligações clandestinas que funcionava há meses no bairro Perobas, em Itapemirim. De fato, tanto uma churrascaria quanto um clube de piscina operavam com desvios bifásicos conectados diretamente à rede elétrica, sem qualquer tipo de medição.

A ação, realizada na manhã da quarta-feira (22), reuniu agentes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Científica do Espírito Santo e técnicos da EDP. Consequentemente, os dois proprietários, ambos com 50 anos, foram conduzidos à delegacia.

Churrascaria funcionava sem medidor desde 2023

Segundo os registros da distribuidora, o medidor da churrascaria permaneceu desligado até setembro de 2023, quando foi definitivamente removido. Após essa data, em outras palavras, os responsáveis construíram um novo padrão de entrada ao lado do antigo e realizaram uma conexão direta à rede. Além disso, um acidente envolvendo um caminhão derrubou o poste com transformador, o que levou a concessionária a instalar novo equipamento na região.

Clube de piscina acumulava irregularidade desde 2016

Por outro lado, a situação no clube era ainda mais grave. A instalação elétrica do estabelecimento estava oficialmente suspensa desde 2016. Nesse sentido, a ligação clandestina identificada alimentava não apenas o clube, mas também a residência do proprietário. Dessa forma, a fraude perdurava há quase uma década sem detecção.

Responsáveis terão destinos judiciais diferentes

O dono da churrascaria foi autuado em flagrante por furto e, sem dúvida, a consequência foi imediata: como não efetuou o pagamento da fiança, seguiu para o Centro de Detenção Provisória. Em contraste, o proprietário do clube pagou a fiança estipulada e responderá por furto qualificado em liberdade.

Ressarcimento financeiro será obrigatório

Técnicos da EDP elaboraram o Termo de Ocorrência e Inspeção nos dois estabelecimentos, documentando todas as irregularidades. Assim sendo, além da responsabilização criminal, os comerciantes deverão ressarcir integralmente os valores referentes à energia consumida e não faturada, acrescidos de custos operacionais e administrativos determinados pela Aneel. Finalmente, o fornecimento de energia foi cortado em ambos os locais devido a débitos pendentes.

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