Celular furtado na madrugada é recuperado no mesmo dia em Guaçuí — Direto Notícias

Celular furtado na madrugada é recuperado no mesmo dia em Guaçuí

A Polícia Civil recuperou, na sexta-feira (07), por meio da Delegacia de Polícia de Guaçuí, um aparelho celular furtado na madrugada do mesmo dia em uma residência do bairro São José, em Guaçuí, no interior do Espírito Santo. O telefone foi localizado no bairro São Miguel, no próprio município, poucas horas depois do registro da ocorrência.

Segundo a delegada Yasmin Fassarella, titular da unidade, a vítima foi até a delegacia para registrar o furto e, durante o atendimento, conseguiu ver pelo serviço de localização da operadora que o aparelho estava sendo usado na região da Lagoa, no bairro São Miguel. Ou seja, o rastreamento partiu da própria vítima, durante o atendimento na delegacia, e não de um sistema da polícia.

Com o endereço em mãos, os policiais civis foram ao local e encontraram o celular com um homem de 23 anos.

Ele informou ter adquirido o aparelho de uma pessoa que passava pela via, mas não soube identificá-la

A declaração é da delegada Yasmin Fassarella, titular da Delegacia de Polícia de Guaçuí.

Autuado por receptação não é o mesmo que autor do furto

O homem foi conduzido à delegacia e autuado por receptação — e não por furto. A distinção importa: receptação é o crime de quem adquire, recebe, transporta ou guarda coisa que sabe ser produto de crime. A Polícia Civil não informou a identificação de quem entrou na residência durante a madrugada, nem que seja a mesma pessoa encontrada com o telefone.

Depois de pagar fiança, ele foi liberado para responder ao processo em liberdade. Fiança não é absolvição nem encerramento do caso: é uma garantia em dinheiro para que a pessoa responda ao processo solta, com o compromisso de comparecer aos atos quando chamada. Autuação também não é condenação — quem foi autuado segue como suspeito até que haja decisão judicial.

A delegada reforçou que comprar objetos de origem duvidosa é crime e que a pena para receptação pode chegar a até quatro anos de prisão, conforme o Código Penal. Na prática, isso alcança a compra de celular sem nota fiscal, sem caixa e por preço muito abaixo do mercado, ainda que o comprador alegue não saber a origem.

O que fazer nas primeiras horas depois de um furto de celular

As primeiras horas são as que mais valem, e o caso de Guaçuí mostra por quê: o aparelho ainda estava ligado e em uso quando a vítima procurou a polícia. A ordem que reduz o prejuízo é esta:

  • Registre a ocorrência. O boletim é o documento que formaliza o furto, permite os bloqueios e resguarda a vítima do que for feito com o aparelho depois — compras, empréstimos, golpes em nome dela.
  • Bloqueie a linha na operadora. É o primeiro pedido, e impede que o chip seja usado para receber códigos de verificação de aplicativos e de bancos.
  • Peça também o bloqueio do aparelho pelo número de série. Bloquear só a linha não desliga o telefone: quem estiver com ele pode trocar o chip e continuar usando.
  • Avise banco e aplicativos de pagamento. Os bancos têm canais próprios para suspender acesso e derrubar sessões abertas no aparelho.
  • Retire o acesso a distância. Os sistemas dos celulares mais usados no país permitem, pela conta vinculada ao aparelho e a partir de outro dispositivo, localizar o telefone, tocar alarme, bloquear a tela e apagar os dados.

IMEI: o número que segue com o aparelho mesmo sem chip

O IMEI é o número de identificação de fábrica do celular. Ele não muda quando o chip é trocado, e é por ele que o aparelho pode ser bloqueado nas redes de telefonia — as operadoras compartilham essa lista entre si, de modo que o telefone bloqueado deixa de funcionar com qualquer chip no país.

Vale anotar o IMEI antes de precisar dele. Há quatro lugares onde encontrá-lo:

  • digitando *#06# no teclado de chamadas, que mostra o número na tela;
  • nas configurações do aparelho, na tela de informações do telefone;
  • na etiqueta da caixa original;
  • na nota fiscal de compra.

Aparelho com dois chips costuma ter dois IMEIs — informe os dois. Também existe um Celular Seguro, serviço público nacional e gratuito de bloqueio de celular perdido ou furtado, em que a pessoa cadastra antes o aparelho e pessoas de confiança, que podem acionar o bloqueio da linha e das contas bancárias em nome dela. O cadastro precisa ser feito com o celular ainda em mãos — depois do furto, não adianta.

Por que ir atrás do aparelho por conta própria é má ideia

A localização por aplicativo ou por serviço da operadora aponta uma área aproximada, não um endereço exato: o ponto no mapa pode cair no vizinho, no prédio da frente ou no meio de uma via. Ir ao local sozinho significa abordar um desconhecido com base numa estimativa, sem saber quem está ali nem se há mais alguém.

O risco é concreto: um crime contra o patrimônio, em que ninguém se feriu, vira confronto físico. E há o outro lado: quem chega acusando pode estar diante de alguém que não entrou na casa — neste caso, o homem encontrado com o telefone alegou tê-lo comprado na rua.

A orientação é entregar a localização à polícia, como fez a vítima em Guaçuí. Se o crime está acontecendo ou acabou de acontecer, o número de emergência é o 190. Para informar algo sem se identificar, o canal é o 181, o Disque-Denúncia. E para registrar o furto e acompanhar o caso, a delegacia da região é o endereço.

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