Por Gabriela Mura, diretora de mercado e assuntos regulatórios do Sindan.
– PUBLICIDADE –

A tragédia recente envolvendo bebidas adulteradas com metanol, que causou dezenas de mortes no país, levantou um alerta urgente sobre o risco de produtos de origem duvidosa.
Se até bebidas destinadas ao consumo humano são falsificadas, o que dizer de medicamentos veterinários, muitas vezes comprados sem prescrição e fora dos canais oficiais?
O problema da falsificação na saúde animal é antigo, mas vem ganhando força com a popularização das vendas online.
Produtos contrabandeados, roubados ou simplesmente falsos circulam em marketplaces e redes sociais, atraindo tutores e produtores rurais com preços muito abaixo da média.
Por trás dessa aparente vantagem, existe um enorme risco à saúde dos animais, humana e à qualidade dos alimentos provenientes destes animais.
Um medicamento veterinário falsificado pode conter substâncias desconhecidas, em doses erradas ou até não conter princípio ativo algum. Em cães e gatos, isso pode agravar doenças, provocar reações alérgicas e causar a morte.

No caso de animais de produção, o impacto se estende à mesa do consumidor, com o risco de resíduos químicos em carnes, leite e ovos.
É um problema que afeta a credibilidade da indústria, ameaça a saúde pública e mina a confiança em profissionais e marcas sérias.
O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) tem acompanhado de perto esse tema.
A entidade alerta que o comércio digital abriu espaço para vendedores não verificados, que utilizam embalagens visualmente idênticas às originais e exploram a falta de fiscalização.
Atraídos por ofertas tentadoras, muitos consumidores acabam enganados e expõem seus animais a produtos sem controle ou registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Esses produtos podem conter ingredientes tóxicos, não autorizados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para uso em animais, com graves impactos à saúde animal e humana.
A comparação com o caso do metanol não é exagero. Em ambos os contextos, a adulteração de substâncias destinadas ao consumo coloca vidas em risco e expõe falhas no controle da procedência.
Uma pesquisa do Radar Vet, realizada pelo Sindan, com médicos-veterinários de todo o Brasil, revelou que 64% dos profissionais que atuam no setor veterinário, não sabem identificar produtos falsificados.
Os prejuízos podem ser graves e, em muitos casos, irreversíveis.
Por isso, é essencial que os veterinários redobrem a atenção aos detalhes e orientem os tutores sobre a importância de adquirir medicamentos apenas de fontes confiáveis e devidamente registradas no MAPA.
Confira o artigo completo “Do metanol à saúde animal” na íntegra e sem custo, acessando a página 30 da edição de novembro (nº 315) da Revista Cães e Gatos.
Direto Notícias Imparcial, Transparente e Direto!