A Secretaria da Educação do Espírito Santo (Sedu) publicou nesta quarta-feira (11) a portaria que libera a primeira parcela da 5ª edição do Prêmio Escola que Colabora. São R$ 4.095.000,00 para 100 escolas das redes estadual e municipais — 50 premiadas e 50 apoiadas —, depositados em conta vinculada ao Conselho de Escola de cada unidade.
Quanto entra em cada conta e no que o dinheiro pode ser gasto
O repasse chega dividido em duas cotas, e a diferença entre elas determina o que a escola pode comprar. A cota de custeio, de R$ 2.457.000,00, cobre a despesa do dia a dia: material de consumo, pequenos reparos, serviços contratados. A cota de capital, de R$ 1.638.000,00, é destinada ao bem que fica no patrimônio da unidade — equipamento, mobiliário, intervenção física.
A separação não é burocracia à toa: recurso de capital não paga despesa corrente, e recurso de custeio não compra equipamento. É por isso que o plano de ação de cada escola precisa dizer, antes do depósito, em qual das duas colunas cada gasto vai entrar. Os valores e a regra estão na Portaria nº 066-R, de 5 de fevereiro de 2026, publicada no Diário Oficial do Estado.
O prazo de 30 dias que a escola não pode perder
O dinheiro não cai automaticamente. Cada unidade contemplada tem 30 dias corridos para enviar a documentação exigida pelo sistema E-Docs, e o depósito só acontece depois que esses documentos são aprovados. Escola que perde o prazo trava o próprio repasse.
A conta é vinculada ao Conselho de Escola, o colegiado que reúne direção, professores, servidores, famílias e estudantes. Na prática, isso significa que a decisão sobre onde aplicar o dinheiro é tomada dentro da escola, e não na Secretaria — e que a prestação de contas também nasce ali.
Por que há escolas “premiadas” e escolas “apoiadas”
O desenho do programa não separa vencedor de perdedor. A escola premiada é a que apresentou prática pedagógica com resultado comprovado. A escola apoiada é a que recebe recurso para avançar a partir daquilo que a primeira construiu. As duas recebem dinheiro, e as duas assumem um plano de ação — a diferença está no papel que cada uma cumpre na troca.
Instituído como política pública em 2021, o prêmio integra o Pacto pela Aprendizagem no Espírito Santo (Paes), o guarda-chuva que reúne as ações do Estado com as redes municipais, da distribuição da Coleção Paes às formações de professores e gestores.
“O Prêmio Escola que Colabora demonstra que a educação se fortalece quando trabalhamos em rede. Ao reconhecer boas práticas e apoiar outras unidades a avançar, criamos um ciclo virtuoso de aprendizagem entre as escolas. Esse investimento direto garante melhores condições para que cada unidade execute seu plano de ação com autonomia e foco no que realmente importa: a aprendizagem dos estudantes”
A avaliação é do secretário de Educação, Vitor de Angelo.
Quatro edições, 400 escolas e R$ 19 milhões
Somadas as quatro edições anteriores, o programa já passou por cerca de 400 escolas capixabas, com investimento superior a R$ 19 milhões. É o mesmo arranjo de colaboração entre o Estado e os municípios que sustentou outro resultado recente da rede: o Selo Ouro do MEC na alfabetização, conquistado pela segunda vez pelo Espírito Santo.
A lista das 100 escolas contempladas nesta primeira parcela consta da portaria publicada no Diário Oficial do Estado.
Direto Notícias Imparcial, Transparente e Direto!