Primeiramente, imagine descobrir que tecnologias usadas diariamente, como o semáforo, o GPS e até a escova de dentes, foram criadas por pessoas negras. De fato, essa revelação transformadora movimentou estudantes de Vila Velha, no Espírito Santo, durante um evento pedagógico sem precedentes.
A unidade escolar Geraldo Costa Alves promoveu sua primeira exposição dedicada exclusivamente a invenções científico-tecnológicas de pessoas negras. Dessa forma, alunos do primeiro ano regular e das segundas séries técnicas mergulharam em pesquisas que resgatam contribuições historicamente invisibilizadas.
Metodologia Científica Aplicada em Sala de Aula
Os docentes Onildo de Souza Moraes, de História, e Amanda Ramos Della Fonte, de Química, orientaram todo o percurso investigativo. Nesse sentido, os jovens realizaram levantamento bibliográfico, analisaram biografias de inventores e construíram protótipos ampliados nos laboratórios da instituição. Além disso, a proposta integrou disciplinas como Física, Biologia e Matemática, promovendo aprendizado interdisciplinar.
Do Osso de Lebombo ao GPS: Séculos de Inovação
A exposição percorreu milênios de criatividade africana e afrodescendente. Por exemplo, artefatos da Antiguidade, como o osso de Ishango, o pão, cosméticos e a cerveja, dividiram espaço com tecnologias modernas — absorvente, marca-passo e lâmpada. Consequentemente, os visitantes compreenderam a amplitude dessas contribuições para a humanidade.
Referências que Desconstroem o Eurocentrismo
O professor Onildo apresentou obras da pesquisadora Bárbara Carine, como História Preta das Coisas e Descolonizando Saberes. Certamente, essas referências fundamentaram reflexões profundas sobre a omissão sistemática de saberes africanos no ensino formal de ciências. Em outras palavras, o projeto questionou narrativas tradicionais que apagam protagonismos negros.
Integração e Diálogo Entre Turmas
Cada equipe elaborou detalhamento técnico, realizou apresentação oral e organizou ambientação temática vinculada à origem dos inventos. Assim sendo, a culminância gerou trocas significativas de conhecimento entre diferentes séries. Sem dúvida, a iniciativa fortaleceu o reconhecimento da inovação negra como pilar fundamental do desenvolvimento científico mundial.
Finalmente, a mostra comprovou que valorizar a diversidade no ensino transforma a relação dos estudantes com o conhecimento, tornando a ciência mais plural e representativa.
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