A EEEFMTI Bartouvino Costa, em Linhares, realizou uma oficina e uma exposição de cerâmica com estudantes do Ensino Médio. A atividade nasceu nas aulas de História, com foco no estudo das culturas indígena e afro-brasileira, e as peças produzidas foram expostas para toda a comunidade escolar.
Da modelagem ao acabamento
Durante a oficina, os estudantes tiveram contato com técnicas básicas de produção cerâmica, da modelagem inicial ao acabamento das peças. O percurso permitiu estudar práticas culturais tradicionais associadas ao uso da cerâmica em três dimensões ao mesmo tempo: como objeto utilitário, como expressão artística e como elemento simbólico.
Essa tripla função é o que faz da cerâmica um documento histórico. O formato de um vaso diz o que aquele povo armazenava; a decoração diz o que ele representava; a técnica diz o que ele dominava. É leitura de fonte material, e não ilustração de conteúdo.
“A oficina ceramista foi um sucesso! Estudantes e colegas, ficaram encantados com as produções. Foi apaixonante vivenciar com eles esse momento de atividade, terapia e entrega lúdica. Com esse trabalho, finalizamos um rico aprendizado sobre cultura dos povos ceramistas indígenas e afrodescendentes”
O relato é da professora Juliana de Souza Costa.
A leitura de quem produziu a peça
“Nesse trabalho, minha experiência foi positiva, porque eu gostei bastante de aprender sobre a cultura, tradição e o patrimônio material desses povos ceramistas. Minha parte favorita foi de observar as cores, as formas e os detalhes do vaso, que fez com que eu emergisse nessa cultura e eu achei interessante e diferente e me ajudou a entender bastante o conteúdo passado pela professora”
A avaliação é da estudante Victória Monfardini Meireles. A fala aponta exatamente o que a atividade buscava: a observação de cor, forma e detalhe como caminho para o conteúdo, e não como enfeite dele.
A exposição como parte da aula
As produções foram organizadas em uma exposição aberta à comunidade escolar. Abrir o resultado ao público muda a natureza do trabalho: a peça deixa de ser entrega para a professora e passa a ser objeto que alguém vai olhar e perguntar sobre.
É também o momento em que o estudante precisa explicar o que fez — e explicar é o teste mais duro de compreensão que existe.
Outras frentes da rede em Linhares
A escola integra o conjunto de unidades estaduais do município que vêm ampliando o trabalho pedagógico prático. Na zona rural de Linhares, uma escola de assentamento passou a ofertar a 1ª série do Ensino Médio na própria comunidade.
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