Cinco jovens viram amigo se afogar e foram embora sem pedir ajuda

Primeiramente, um caso chocante mobilizou a polícia capixaba nos últimos meses. Matheus da Silva Rodrigues, de apenas 13 anos, perdeu a vida por afogamento em uma lagoa no bairro Morada da Barra, em Vila Velha. O episódio, ocorrido em 13 de novembro do ano passado, ganhou desfecho na última sexta-feira (30), quando o inquérito policial foi oficialmente encerrado.

De fato, o que mais impressiona nessa tragédia não é apenas a morte precoce do garoto. O elemento perturbador está na atitude dos cinco adolescentes que o acompanhavam naquele dia e que, sem dúvida, poderiam ter mudado o desfecho dessa história.

Grupo foi à lagoa para banho e tragédia se instalou

Conforme explicou o delegado Adriano Fernandes, adjunto da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, Matheus estava acompanhado de cinco jovens com idades entre 12 e 16 anos. O grupo se dirigiu à lagoa com a intenção de se banhar. Em determinado momento, porém, o adolescente submergiu e desapareceu nas águas.

Consequentemente, os demais jovens perceberam a situação e até tentaram localizar o amigo dentro da lagoa. No entanto, ao fracassarem na busca, tomaram uma decisão difícil de compreender.

Jovens abandonaram o local sem acionar socorro

Em outras palavras, nenhum dos cinco adolescentes chamou bombeiros, familiares ou qualquer autoridade. Dessa forma, Matheus foi inicialmente registrado como desaparecido. Posteriormente, seu corpo foi encontrado sem vida no interior da lagoa, confirmando a tragédia que poderia ter sido evitada.

Nesse sentido, as investigações conduzidas pela PCES apontaram a prática de ato infracional análogo ao crime de omissão de socorro. Ou seja, embora menores de idade, os jovens podem responder judicialmente por não terem buscado ajuda.

Caso segue agora para a Justiça da Infância

Assim sendo, o inquérito concluído pela DHPP de Vila Velha foi encaminhado à Vara da Infância e da Juventude, órgão responsável por avaliar as medidas socioeducativas cabíveis para cada um dos envolvidos. Certamente, a decisão judicial levará em conta tanto a idade dos adolescentes quanto a gravidade da omissão praticada.

Finalmente, este caso reforça a importância de orientar crianças e adolescentes sobre os riscos de banhos em lagoas sem supervisão adulta. Além disso, evidencia a necessidade de ensinar jovens a acionar serviços de emergência diante de situações críticas, pois cada segundo pode significar a diferença entre a vida e a morte.

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