Sedu forma professores do tempo integral em duas escolas do ES — Direto Notícias

Sedu forma professores do tempo integral em duas escolas do ES

A Secretaria da Educação (Sedu) levou equipes de formação a duas escolas da rede estadual nessa terça-feira (03), durante o segundo dia da Jornada de Planejamento Pedagógico (JPP). O trabalho foi feito na EEEFM Professor Claudionor Ribeiro, em Cachoeiro de Itapemirim, e no Centro Estadual Integrado de Educação Rural (Ceier) de Boa Esperança, com os professores que vão atuar no tempo integral nas duas unidades — uma que atende adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, outra que atende estudantes da área rural.

A condução foi da Gerência de Educação em Tempo Integral (Geti). Em Boa Esperança, a equipe atuou em conjunto com a Gerência de Educação Antirracista, do Campo, Indígena e Quilombola (Geaciq).

O que é a JPP e por que ela acontece antes das aulas

A Jornada de Planejamento Pedagógico é o período em que a equipe de cada escola se reúne para organizar o trabalho do ano: como o currículo será distribuído, como as turmas serão acompanhadas e como as atividades da jornada ampliada entram no dia a dia. É nesse intervalo que a rede estadual leva formação às unidades, antes que a rotina com os estudantes comece a ocupar o calendário do professor.

Para o pai ou a mãe de aluno, é a etapa que define o desenho do ano letivo na prática — do horário das atividades ao modo como cada escola organiza o tempo a mais que o estudante passa em sala.

Em Cachoeiro, formação para quem ensina na socioeducação

Na EEEFM Professor Claudionor Ribeiro, a formação foi dirigida aos professores que atuarão na escola de referência do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases), vinculada à UNIS Sul. O encontro tratou de como aplicar o modelo de educação em tempo integral dentro da socioeducação e de como alinhar as práticas de sala de aula às diretrizes da política educacional do Estado.

Medida socioeducativa é a resposta prevista para o adolescente que responde por ato infracional, definida por decisão judicial e cumprida em unidades próprias, não em presídio. O adolescente segue com direito à educação durante todo o cumprimento — e é esse direito que a escola de referência precisa garantir, com o mesmo currículo da rede e o acompanhamento que o formato de tempo integral exige.

Em Boa Esperança, o tempo integral tem de caber na rotina do campo

No Ceier de Boa Esperança, a visita teve caráter de assessoramento: a conversa girou em torno das especificidades da educação do campo na oferta do tempo integral, considerando as características do território, da comunidade escolar e das práticas pedagógicas contextualizadas.

Na prática, ampliar a jornada numa escola rural mexe em coisas que a escola urbana resolve sem pensar — o tempo de deslocamento do estudante, o transporte, os horários de refeição e a relação do calendário com a rotina produtiva das famílias. Por isso o modelo não é aplicado igual em toda a rede: o desenho muda de unidade para unidade.

O que muda na sala de aula

O tempo integral amplia a carga diária do estudante e usa esse tempo a mais para atividades que vão além das disciplinas básicas, com acompanhamento mais próximo de cada turma. Para o professor, isso significa outra organização de planejamento, de avaliação e de trabalho em equipe — e é exatamente esse ponto que as formações da JPP procuram acertar antes do início das aulas.

A rede já vinha trabalhando o acolhimento nas unidades que entraram no formato: em 2024, a Formação de Jovens Protagonistas preparou a chegada das novas escolas de Tempo Integral para 2025, com os próprios estudantes atuando na recepção dos colegas.

Quem é atendido e o que ainda não foi informado

As duas formações alcançam diretamente os professores das unidades visitadas e, de forma indireta, os estudantes atendidos por elas: adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, em Cachoeiro de Itapemirim, e estudantes da área rural, em Boa Esperança.

A Sedu não informou quantos professores participaram de cada encontro, nem se as visitas serão repetidas ao longo do ano ou se outras unidades da rede receberão o mesmo assessoramento. Segundo a gerente de Educação em Tempo Integral da Sedu, Caroline Quintanilha Ornellas, as ações fortalecem a implementação do tempo integral em diferentes realidades, com foco em equidade, qualidade pedagógica e formação continuada dos profissionais da rede.

Quem quiser saber como o tempo integral vai funcionar na escola do próprio filho deve procurar a secretaria da unidade: é a direção de cada escola que fecha o horário, a lista de atividades e o calendário definidos durante a JPP.

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