A Secretaria da Educação (Sedu) publicou no dia 17 de julho de 2025 o resultado final do processo seletivo de ingresso em cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio, na forma concomitante, no Espírito Santo. Foram 2.430 vagas em cursos técnicos gratuitos, distribuídas em 13 municípios capixabas, e a classificação saiu dividida em quatro listas, cada uma com o seu próprio prazo de matrícula. Os prazos se encerraram ainda em julho daquele ano.
Onde cada lista de classificados foi publicada
O resultado não veio num documento único: a Sedu publicou um arquivo para cada instituição responsável pelos cursos. A separação importava porque as datas de matrícula não eram as mesmas para todo mundo. As listas foram divulgadas assim:
- cursos da Fundação Telefônica Vivo: classificação do resultado final;
- cursos do Senai: classificação do resultado final;
- cursos do Sest: classificação do resultado final;
- cursos do Senac: classificação do resultado final.
As três últimas listas correspondem aos cursos oferecidos pelo Sistema S, nome pelo qual são conhecidas as entidades mantidas por contribuições das próprias empresas para formar mão de obra — entre elas Senai, Sest e Senac. A primeira reúne as turmas sob responsabilidade da Fundação Telefônica Vivo. A seleção foi resultado de uma parceria entre o Governo do Estado, o Sistema S e a fundação.
Os prazos de matrícula, que já passaram
Quem apareceu na lista da Fundação Telefônica Vivo tinha entre os dias 16 e 22 de julho para comparecer à unidade escolhida no momento da inscrição, apresentar a documentação exigida e efetivar a matrícula. Para os cursos do Sistema S, a janela foi de 21 a 28 de julho — uma semana depois, e no mesmo formato: atendimento presencial na unidade, com documentos em mãos.
Nos dois casos, a matrícula não era automática. Sair na lista garantia a vaga apenas até o fim do prazo; quem não apareceu com a documentação dentro da janela perdia a classificação, e a vaga seguia para a fila de espera. Com os dois prazos encerrados em julho de 2025, os documentos publicados pela Sedu valem hoje como registro do processo — útil para quem precisa comprovar a classificação ou acompanhar como funciona a seleção seguinte.
O que era o curso concomitante
Na forma concomitante, o aluno cursa o técnico ao mesmo tempo em que faz o Ensino Médio regular, em horários separados: continua matriculado na escola onde estuda e faz a parte técnica na instituição parceira. É diferente do curso integrado, em que as duas formações acontecem na mesma escola e no mesmo currículo. Na prática, o estudante sai do Ensino Médio com um diploma técnico na mão, sem custo.
As 2.430 vagas cobriam áreas bastante distintas entre si — havia cursos técnicos em Ciência de Dados, Automação, Informática, Eletrotécnica, Estética e Produção de Moda, entre outros. A oferta em 13 municípios do Espírito Santo significa que a lista de cursos variava conforme a cidade e a unidade, e não era a mesma em todo o Estado.
O que disse o secretário
O secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, afirmou que o processo representava mais do que os números divulgados: “Cada matrícula realizada é o primeiro passo de uma jornada que alia conhecimento técnico e formação cidadã, ampliando as possibilidades de inserção no mundo do trabalho desde o Ensino Médio.”
Uma seleção que se repete a cada semestre
Esta não foi a primeira chamada do ano. No começo de 2025, a Sedu já havia publicado o resultado do processo seletivo para os cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio do semestre anterior, com o mesmo desenho: classificação por instituição e prazo curto para matrícula. Quem acompanha as chamadas de julho pode comparar as duas para entender o calendário.
Vale um alerta para não confundir editais: a Sedu publica no mesmo canal seleções que nada têm a ver com o ingresso de estudantes. É o caso do resultado de processo seletivo para a contratação de professores conteudistas, de março de 2025, e do resultado da 1ª Etapa do Processo Seletivo Simplificado nº 21/2025, de maio — os dois destinados à contratação de profissionais para a rede, e não a alunos em busca de vaga em curso técnico.
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