Primeiramente, um depoimento explosivo sacudiu a CPMI do INSS nesta quinta-feira (16). Cícero Marcelino de Souza Santos confirmou perante os parlamentares que criou empresas especificamente para atender a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). De fato, o volume financeiro movimentado chega a impressionantes R$ 300 milhões.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), interpretou a fala como uma confissão implícita. Ou seja, na visão do parlamentar, Cícero admitiu ter recebido e redistribuído os recursos.
De R$ 7 mil a R$ 120 mil: a escalada financeira
Antes de firmar vínculos com a Conafer, Cícero declarou ganhar apenas R$ 7 mil mensais. Consequentemente, após abrir as empresas prestadoras de serviço, sua renda saltou para R$ 120 mil por mês. Além disso, ele se descreveu como consultor que “resolve de tudo”, embora negue participação consciente em qualquer irregularidade.
Parlamentares apontam organização criminosa
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) classificou o esquema como organização criminosa evidente. Nesse sentido, destacou que empresas contratavam outras empresas num ciclo vicioso desenhado para dificultar o rastreamento. Por outro lado, o senador Izalci Lucas (PL-DF) cobrou investigação tributária pela Receita Federal.
Delação premiada surge como alternativa
O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) sugeriu que Cícero formalizasse uma delação premiada para proteger sua família. Dessa forma, segundo o deputado Rogério Correia (PT-MG), o depoente evitaria penas que podem variar entre 7 e 36 anos de prisão. Certamente, a pressão sobre o depoente cresceu ao longo da sessão.
Esquema bilionário roubou aposentados
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) enfatizou o envolvimento de “gente graúda” e sugeriu sessão secreta para aprofundar revelações. Assim sendo, Viana encerrou denunciando que 97% dos descontos aplicados a aposentados foram considerados ilegais pela CGU. Finalmente, revelou que o Sindnapi movimentou mais de R$ 1 bilhão, enquanto tentativas de blindar figuras como Frei Chico, irmão do presidente Lula, seguem gerando controvérsia na comissão.
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