Primeiramente, uma decisão marcante sacudiu o cenário cultural capixaba nesta quinta-feira (06). Durante a 182ª Reunião Ordinária realizada de forma virtual, o Conselho Estadual de Cultura (CEC) aprovou a minuta que oficializa a proteção patrimonial do Sítio Histórico de Santa Teresa. Dessa forma, o município se consolida como referência em preservação da memória no Espírito Santo.
Além disso, os conselheiros deliberaram pela retomada da análise patrimonial do Hospital Pedro Fontes, antigo Hospital Colônia de Itanhenga, cujo processo estava paralisado desde 2008. Consequentemente, visitas técnicas, audiências públicas e notificações integrarão as próximas etapas conduzidas pela Câmara de Patrimônio Arquitetônico, Bens Móveis e Acervos.
Próximos passos rumo à proteção definitiva
Nesse sentido, a minuta aprovada seguirá agora para homologação do Governador do Estado. Após publicação no Diário Oficial, o sítio será inscrito simultaneamente no Livro do Tombo Histórico e no Livro de Tombo das Belas Artes. Ou seja, a proteção legal se tornará permanente e irrevogável.
Patrimônio reúne 47 edificações e praça icônica
De fato, o conjunto protegido abrange a Praça Augusto Ruschi e 47 construções de relevância histórica. Entre elas, certamente se destacam a antiga residência de Virgílio Lambert, a Capela de Nossa Senhora da Conceição e o imóvel onde viveu o naturalista Augusto Ruschi. Por outro lado, três poligonais de entorno protegem áreas vizinhas com edificações contemporâneas mais vulneráveis a alterações.
Colonização europeia moldou a identidade arquitetônica
Em outras palavras, o acervo arquitetônico reflete a trajetória que vai da imigração europeia até a modernização impulsionada pela economia cafeeira na primeira metade do século XX. Assim sendo, estilos Eclético e Protomoderno compõem a identidade visual preservada no centro histórico.
Processo iniciou há mais de uma década com a comunidade
O tombamento provisório foi conquistado em março de 2019, após tramitação iniciada em junho de 2013. Finalmente, em agosto deste ano, técnicos da Gerência de Memória e Patrimônio da Secult apresentaram a minuta à população local. Sem dúvida, a participação de moradores, arquitetos, engenheiros e pesquisadores fortaleceu a legitimidade democrática do processo.
Portanto, Santa Teresa caminha para consolidar oficialmente seu patrimônio histórico, garantindo que gerações futuras conheçam e valorizem essa herança cultural singular.
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